Verstappen sugere cortes na Red Bull para acelerar melhorias no carro
SPIELBERG, AUSTRIA - JUNE 28: Second placed Max Verstappen of the Netherlands and Oracle Red Bull Racing lifts his trophy on the podium during the F1 Grand Prix of Austria at Red Bull Ring on June 28, 2026 in Spielberg, Austria. (Photo by Alastair Staley/LAT Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202606280665 // Usage for editorial use only //
Max Verstappen voltou a ser protagonista fora das pistas, ao lançar uma piada sobre o orçamento da Red Bull, num momento em que a equipa atravessa uma das fases mais delicadas das últimas temporadas de Fórmula 1. O neerlandês, quatro vezes campeão do mundo, ainda não conseguiu vencer qualquer Grande Prémio em 2026 e tem-se visto afastado das lutas habituais pelo topo, sendo agora presença frequente em batalhas pelo quinto e sexto lugar.
No Grande Prémio da Áustria, Verstappen terminou fora do pódio, mais uma vez atrás dos rivais directos da Ferrari e da Mercedes, e até a braços com duelos frente a Pierre Gasly (Alpine) e Oliver Bearman (Haas), algo impensável há apenas um ano. A equipa Red Bull ocupa actualmente o quarto lugar no campeonato de construtores, uma posição que reflecte as dificuldades sentidas desde o início desta época, com um total de 162 pontos, a 58 da Ferrari e já 67 atrás da Mercedes. O melhor tempo de Verstappen na qualificação austríaca foi 1:04.277, ficando a 0,412 segundos da pole position, um retrato fiel da distância para os adversários que lideram o pelotão.
A situação está a gerar rumores em torno do futuro de Verstappen, com a imprensa internacional a especular sobre uma possível saída do piloto no final de 2026, caso o cenário competitivo não se altere drasticamente. O neerlandês, contudo, afasta para já essas hipóteses e mantém-se empenhado em ajudar a Red Bull a regressar às vitórias. Após a qualificação em Spielberg, Verstappen reagiu às questões sobre o impacto do tecto orçamental nas possibilidades de evolução da equipa, recorrendo ao humor: “É possível com o limite orçamental? Sim, claro. Nesse caso, teremos de gastar um pouco menos na restauração!”, afirmou o piloto, arrancando sorrisos entre os jornalistas presentes. A declaração surge num contexto de frustração, depois de a Red Bull ter trazido novidades técnicas para a Áustria que não surtiram o efeito desejado.
Christian Horner, director de equipa da Red Bull, também comentou as dificuldades actuais: “Sabemos que precisamos de continuar a trabalhar. O pelotão está mais próximo do que nunca e não há margem para erros. O Max mantém-se motivado e a equipa está unida para encontrar soluções”. Horner destacou ainda que o novo pacote aerodinâmico ainda precisa de tempo para ser explorado ao máximo.
Do lado dos adversários, Toto Wolff, director da Mercedes, aproveitou o momento de menor fulgor da Red Bull para lançar um aviso: “A concorrência está feroz e todos têm de se adaptar. O nosso foco mantém-se em evoluir, mas sabemos que o Max e a Red Bull não vão desistir facilmente”.
Com o campeonato a meio, Verstappen vê-se agora a 41 pontos do líder Charles Leclerc, da Ferrari, e sente cada vez mais pressão para inverter o rumo dos acontecimentos. A próxima etapa será o Grande Prémio de Silverstone, onde a Red Bull espera que as pistas rápidas favoreçam a sua unidade motriz, considerada a melhor do pelotão segundo a recente homologação da FIA. No entanto, se o desenvolvimento não surtir efeito imediato, a ameaça de Verstappen ponderar outras opções para 2027 ganha cada vez mais força nos bastidores.
A luta pelo campeonato de construtores está, assim, mais acesa do que nunca. Se a Red Bull não conseguir capitalizar rapidamente as suas mais recentes evoluções técnicas, arrisca-se a perder definitivamente o comboio dos títulos em 2026. Para Verstappen, Silverstone representa mais do que uma simples oportunidade de vitória: é um teste à capacidade de resposta de toda uma estrutura que, até há bem pouco tempo, parecia intocável no topo da Fórmula 1.
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AutoGear · 3111 artigos
Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.