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Piastri adapta estilo de condução para superar desgaste de pneus na McLaren

Publicado a 2 de Julho de 2026, 09h24  ·  Atualizado a 2 de Julho de 2026, 15h26  ·  3 min de leitura

Oscar Piastri protagonizou um dos momentos mais marcantes do Grande Prémio da Áustria, ao cruzar a meta na quarta posição e assinar a sua melhor prestação desde o pódio conquistado em Miami. O jovem piloto australiano da McLaren demonstrou não só velocidade, mas também uma maturidade táctica e técnica ao nível dos melhores, respondendo a uma das principais críticas que lhe tinham sido apontadas no início da sua carreira na Fórmula 1: a gestão dos pneus em condições de degradação acentuada.

No Red Bull Ring, Piastri terminou a corrida a apenas 3,6 segundos do pódio, depois de 71 voltas intensas onde se destacou pela consistência dos seus tempos—muitas vezes a rodar dentro do mesmo segundo que os líderes. O vencedor da prova foi Max Verstappen, da Red Bull, seguido de Lando Norris, colega de equipa de Piastri, e de Lewis Hamilton, da Mercedes. A diferença para Norris cifrou-se em 4,2 segundos, evidenciando a proximidade competitiva dentro da própria McLaren. Com este resultado, Piastri somou pontos preciosos para o Campeonato do Mundo de Pilotos, consolidando o seu lugar no top-6 da tabela, enquanto a McLaren reforçou o terceiro posto no Campeonato de Construtores.

Esta evolução não passou despercebida a Andrea Stella, director de equipa da McLaren, que sublinhou a importância das adaptações feitas por Piastri ao seu estilo de condução. “Acho que o Oscar, tal como toda a equipa, teve altos e baixos esta época,” começou por referir Stella em conferência de imprensa após a corrida. “Teve corridas muito fortes. No Japão, por exemplo, a McLaren esteve na luta pela liderança. O que vimos este ano foi que, com monolugares a gerar menos aderência e com algumas provas de degradação muito elevada, sabíamos que o Oscar tinha de adaptar o seu estilo de condução. Se optasse pelo seu estilo natural, perdia alguma performance.”

Stella destacou ainda o trabalho de bastidores que permitiu esta evolução: “Estou extremamente satisfeito com a forma como o Oscar capitalizou todo o trabalho e aprendizagem que fizemos enquanto equipa. Houve uma análise importante e actividade intensa. Percebemos algumas pistas sobre como conduzir nestas condições de baixa aderência. Este fim-de-semana, o Oscar entrou no cockpit e aplicou tudo. Merece este resultado, e para ele isto é uma grande oportunidade, pois já opera a um nível muito elevado. Basta ser rápido e consistente quando o carro desliza muito, e é encorajador ver o que conseguiu alcançar.”

A adaptação de Piastri passa por uma abordagem mais suave ao volante, com acelerações progressivas e uma gestão de travagem que privilegia a longevidade dos pneus em vez do ataque absoluto. Esta transformação foi fundamental no Red Bull Ring, onde o desgaste dos compostos foi determinante para o desfecho da corrida. A consistência demonstrada pelo australiano é especialmente relevante tendo em conta a rivalidade interna com Lando Norris, que continua a emergir como uma das referências do pelotão, mas que viu Piastri aproximar-se em ritmo puro e estratégia.

No contexto do campeonato, este resultado permite à McLaren manter a pressão sobre a Ferrari na luta pelo segundo lugar do Mundial de Construtores, além de reforçar a confiança de Piastri para as rondas que se seguem. O próximo desafio será já no Grande Prémio de Silverstone, circuito talismã para a McLaren, onde a expectativa é de que Piastri continue a demonstrar a evolução registada em Spielberg.

Com este resultado, Oscar Piastri não só silenciou os críticos relativamente à sua gestão de pneus, como também lançou um aviso claro aos adversários: está pronto para lutar, volta a volta, com os melhores. O campeonato entra agora numa fase crucial, e a McLaren, com dois pilotos em forma, promete continuar a ser protagonista nos próximos capítulos da temporada.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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