Alan Permane elogia Liam Lawson apesar de rumores sobre Nikola Tsolov

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Liam Lawson voltou a afirmar-se como o grande protagonista da Racing Bulls nesta temporada, afastando dúvidas quanto à sua posição na grelha, mesmo perante a crescente especulação sobre uma eventual promoção de Nikola Tsolov à Fórmula 1. O piloto neozelandês tem sido uma das figuras mais consistentes do campeonato, liderando confortavelmente o seu colega de equipa Arvid Lindblad e demonstrando uma maturidade competitiva que já lhe valeu elogios internos e externos.

Na presente temporada do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, Lawson soma 30 pontos, mais do dobro do total de Lindblad, que se fica pelos 14 pontos, após as primeiras seis provas. O neozelandês tem estado praticamente irrepreensível em pista, terminando à frente do seu companheiro de equipa em quase todas as corridas e garantindo à Racing Bulls uma presença sólida nos pontos. O desempenho de Lawson ganha maior dimensão quando comparado com os resultados de Nikola Tsolov na Fórmula 2, onde o jovem búlgaro já leva quatro vitórias em seis rondas e ocupa o segundo lugar no campeonato. Esta ascensão meteórica de Tsolov alimenta rumores nos bastidores de que poderá substituir Lawson na Racing Bulls já na próxima época.

O director desportivo da Racing Bulls, Alan Permane, reconheceu o excelente momento de forma de Tsolov, mas sublinhou que Lawson está a cumprir na perfeição as expectativas da equipa. Em declarações ao El Mundo Deportivo, Permane afirmou: “É um excelente problema para ter, o Tsolov. Em breve vai estar a bater-nos à porta. Ter demasiados bons pilotos é sempre um bom problema. Ele está a fazer um trabalho impressionante e estamos a acompanhá-lo de perto. Está a fazer um excelente trabalho.” No entanto, Permane não deixou de elogiar o actual piloto da Racing Bulls: “O Liam tem sido incrível este ano, honestamente. Falamos muito do Arvid, e com razão, mas o Liam teve um início muito difícil. Além disso, estava a competir contra o Isack Hadjar, que é um talento extraordinário. No entanto, este ano, o Liam fez exactamente tudo o que lhe pedimos. Está totalmente focado, continua muito rápido, aproveita as oportunidades quando surgem, não comete erros e está a fazer um trabalho fantástico. Está bem posicionado na classificação geral do mundial. É exactamente isso que lhe pedimos, e ele está a cumpri-lo.”

O percurso de Lawson na Fórmula 1 tem sido tudo menos linear. Depois de ter sido chamado para substituir Daniel Ricciardo no Grande Prémio dos Países Baixos em 2023, onde impressionou com prestações seguras, ganhou uma oportunidade de seis corridas para lutar por um dos lugares mais cobiçados da grelha — um assento na Red Bull Racing ao lado de Max Verstappen para 2025. Apesar de ter superado nomes como Sergio Pérez e Yuki Tsunoda nessa disputa interna, acabou por ser despromovido à Racing Bulls apenas duas corridas após o início da época, uma decisão que considerou injusta mas que aproveitou para reconstruir a sua reputação e afirmar-se como líder de equipa.

A luta interna na Racing Bulls ganha ainda maior intensidade devido à pressão dos jovens talentos do programa Red Bull, em particular Arvid Lindblad, apontado por Helmut Marko como o “próximo campeão mundial” da estrutura, e Nikola Tsolov, cujo desempenho na Fórmula 2 não passa despercebido à direcção da equipa. Contudo, Lawson tem respondido em pista, mostrando regularidade, rapidez e uma crescente capacidade de liderança — qualidades essenciais para assegurar o seu lugar na próxima temporada.

O próximo desafio para Lawson e para a Racing Bulls será o Grande Prémio da Áustria, onde o neozelandês tentará consolidar a sua vantagem interna e continuar a somar pontos importantes para o campeonato de construtores. Com a especulação sobre o futuro a pairar, cada corrida assume um peso acrescido — não só para Lawson, que luta pela permanência, mas também para Tsolov, que continua a pressionar com resultados de destaque na Fórmula 2. Num paddock cada vez mais competitivo, a Racing Bulls beneficia do luxo raro de poder escolher entre vários talentos de primeira linha, mas a decisão final só deverá ser tomada após a pausa de verão, quando os dados das próximas provas clarificarem o panorama do plantel para 2025.

Para já, Lawson mantém-se focado e determinado, consciente de que cada ponto pode ser decisivo para o seu futuro na elite do automobilismo mundial. A rivalidade interna promete continuar a marcar o ritmo da Racing Bulls, com o neozelandês a tentar escrever o seu nome entre os grandes e a responder em pista a todas as dúvidas.

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