O desfecho dramático de Max Verstappen no Grande Prémio da Grã-Bretanha acentuou as dúvidas quanto ao seu futuro na Red Bull, numa altura em que as especulações sobre uma possível saída ganham força. O piloto neerlandês, que já conquistou quatro títulos mundiais consecutivos com a equipa entre 2021 e 2024, enfrenta agora uma fase menos positiva, agravada por problemas internos e resultados abaixo do esperado.
Desde o início de 2024, a Red Bull tem sido fustigada por polémicas fora de pista, nomeadamente em torno do antigo chefe de equipa Christian Horner, bem como por alegações relativas ao seu comportamento. Este ambiente de instabilidade levou mesmo o pai do piloto, Jos Verstappen, a admitir publicamente tratar-se do início do fim para a formação de Milton Keynes. A equipa cedeu o título de Construtores à McLaren em 2024 e o de Pilotos em 2025. Em 2026, Verstappen soma apenas dois pódios nas nove primeiras provas da temporada.
No circuito de Silverstone, Verstappen deu mostras de frustração, depois de ter ficado a oito décimos da pole position na qualificação e de ver recusado o seu pedido para alterar o carro. Quando questionado sobre o motivo dessa decisão, respondeu: “Não sei. Queria começar da via das boxes. Talvez tivessem confiança para resolver o problema. Eu não tinha.” O Grande Prémio terminou prematuramente para o neerlandês de 28 anos, que abandonou na volta 48 de 52, após um problema com a asa traseira do seu monolugar. “Foi super perigoso”, afirmou Verstappen, mas recusou comentar se sentia que a equipa não o estava a ouvir.
Confrontado sobre o seu futuro na Red Bull, Verstappen deixou o assunto em aberto e preferiu não alimentar rumores: “Não vou dizer nada sobre isso”, declarou aos jornalistas presentes em Silverstone. “Também não é justo dizer nada sobre isso neste momento.” A recusa em abordar o tema surge numa altura em que circulam rumores de uma possível mudança para a McLaren já na próxima época, com múltiplas fontes do paddock a sugerirem negociações avançadas que poderão culminar na saída do neerlandês, possivelmente para substituir Oscar Piastri. Nos últimos anos, o nome de Verstappen foi associado à Mercedes, mas a McLaren surge agora como o destino mais provável segundo os relatos mais recentes.
Questionado sobre se as dificuldades competitivas da Red Bull estavam a prejudicar a relação com a equipa, Verstappen foi perentório: “Seria preciso ser uma pessoa muito zen para estar optimista neste momento, depois do que aconteceu este fim-de-semana”, reconheceu. “Desculpem, mas é assim. Acho que preciso de alguns dias para fazer reset e tentar de novo.”
Apesar de Verstappen dispor de uma cláusula de saída no seu contrato, não existe qualquer garantia de que venha a accioná-la. O seu manager, Raymond Vermeulen, esclareceu recentemente: “Temos contrato até 2028. Claro que há cláusulas de saída; sempre houve. Mas nunca exercemos nenhuma. Pelo contrário, sempre fomos leais e continuaremos a sê-lo. Queremos continuar este caminho com a Red Bull e que o Max termine aqui a carreira – mas, naturalmente, com a possibilidade de vencer.”
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