Alpine define critérios para futuro de Franco Colapinto na fórmula 1

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Franco Colapinto voltou a surpreender ao conquistar pontos em Silverstone, recuperando desde o 19.º lugar da grelha até à nona posição na bandeira de xadrez, consolidando o seu estatuto como um dos pilotos mais consistentes da Alpine nesta fase da época.

Ao fim de nove rondas do Mundial de Fórmula 1 de 2026, Colapinto soma já cinco resultados nos pontos, totalizando 18 pontos para a Alpine. Entre os seus melhores desempenhos contam-se o sétimo lugar em Miami e o sexto no Canadá, provas onde demonstrou uma evolução clara no seu ritmo e abordagem competitiva. O jovem argentino, que entrou na equipa de Enstone em substituição de Jack Doohan após uma passagem positiva pela Williams no final de 2024, tem conseguido superar as dificuldades de adaptação ao monolugar A525, que se revelou particularmente exigente.

Apesar dos progressos evidentes, Steve Nielsen, Director Executivo da Alpine, garantiu que a continuidade de Colapinto na equipa para além de 2026 dependerá de critérios de rendimento muito concretos. “Bem, todos querem mais”, afirmou Nielsen sobre o futuro do argentino após 2026. “Acho que o Franco é um piloto que tem sido um arranque lento, atrevo-me a dizê-lo. Está a melhorar. Já fez algumas boas corridas este ano. Miami foi bom. A China foi boa. Está a evoluir. Por isso, acho que está aqui por mérito próprio e, quando chegar o momento, tomaremos as decisões.”

Nielsen não escondeu, no entanto, que a fasquia se mantém elevada e que a pressão para justificar a renovação do contrato é real. “Se for suficientemente bom, fica, e se não for, então há uma opção melhor”, sublinhou o dirigente da Alpine. “Isto é Fórmula 1.”

Segundo a análise de Nielsen, uma das principais críticas ao desempenho de Colapinto em 2025 passava pela dificuldade em extrair o máximo do carro, algo que se notava sobretudo na comparação com o colega de equipa, Pierre Gasly. Contudo, o responsável máximo da estrutura de Enstone destacou que, ao longo desta temporada, o argentino tem conseguido igualar e, por vezes, até superar o francês em pista. “Acho que a sua consistência, particularmente nas corridas, está muito melhor e a sua capacidade de acompanhar o Pierre também”, explicou Nielsen. “Já fazia um pouco disso no ano passado, mas o nosso carro era tão mau que era difícil separar o trigo do joio. Mas este ano já houve algumas vezes em que foi um igual para o Pierre e isso é bom de ver.”

Com Spa-Francorchamps no horizonte, Colapinto tentará capitalizar o impulso do Grande Prémio da Grã-Bretanha para repetir a presença entre os dez primeiros no mítico circuito belga, dentro de duas semanas.

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