Liam Lawson conquistou elogios de Naomi Schiff pela forma como respondeu à sua “quase embaraçosa” despromoção da Red Bull, afirmando-se como o líder indiscutível da Racing Bulls. O piloto neozelandês foi promovido à Red Bull no ano passado, tendo assinado como colega de Max Verstappen após uma audição de seis corridas no final da temporada com a equipa-satélite da marca em 2024.
No entanto, a passagem de Lawson pela equipa principal durou apenas dois fins-de-semana de Grande Prémio, sem conseguir sair da Q1. Foi afastado logo na segunda-feira após a segunda corrida, o Grande Prémio da China, sendo despromovido à Racing Bulls, com Yuki Tsunoda a ocupar o seu lugar. Na altura do anúncio, o então chefe de equipa, Christian Horner, explicou que a Red Bull tinha o “dever de proteger” Lawson, que estava a enfrentar dificuldades.
Apesar do duro golpe para um piloto que sempre sonhou com o topo da Red Bull, Lawson não só absorveu o impacto como também se destacou ao longo dos meses seguintes. Ao continuar com a Racing Bulls esta temporada, o jovem de 24 anos impôs-se claramente sobre o seu colega estreante, Arvid Lindblad. Lawson já soma 39 pontos contra os 20 do britânico e ainda não terminou qualquer Grande Prémio atrás do seu companheiro de equipa.
Quando questionada pela Sky Sports F1 sobre se Lawson tem sido uma revelação este ano, Naomi Schiff foi peremptória: “Tem sido. Foi muito duro o que lhe [Red Bull] fizeram. Promoveram-no para aquele lugar muito rapidamente, e depois tiraram-no de lá ainda mais depressa. E sim, isso é muito desmotivante. Acho que é quase embaraçoso por vezes para os pilotos. Chegas lá, pensas que finalmente atingiste a grande equipa, e de repente és afastado, e isso não é agradável. Não é, não é uma boa sensação. Mas ele conseguiu dar a volta, e acho que, se alguma coisa, foi para melhor. Está num carro claramente competitivo, num ambiente que os está a apoiar melhor do que a antiga versão da Red Bull costumava fazer, e a conseguir grandes resultados semana após semana. Agora estão a colocar muita pressão sobre a Alpine pelo quinto lugar no campeonato de construtores; tempos felizes para ambos.”
No mês passado, Lawson falou de forma detalhada sobre a sua saída da Red Bull e como sentiu ter sido tratado injustamente pela equipa. Apesar de Horner e da estrutura apresentarem a decisão como um “dever de proteger” o piloto que estaria a passar por dificuldades mentais, Lawson afirmou que a realidade foi bem diferente: “Tudo aquilo foi apresentado como se eu estivesse a passar por dificuldades mentais e todas essas coisas, e como se estivessem a fazê-lo para me proteger. Honestamente, isso não podia estar mais longe da verdade”, afirmou ao High Performance Racing podcast. “Na altura desses dois fins-de-semana, lembro-me de se falar muito sobre, ‘ok, ele está numa fase difícil, deve estar a passar por dificuldades mentais’, esse tipo de coisas. Em vez de sair a público a dizer que estava totalmente bem e contrariar isso, decidi assumir a responsabilidade e dizer que podia fazer melhor, que era o que tentei nesses dois fins-de-semana. Sempre que estava em frente às câmaras, tentava mostrar gratidão e dizer, ‘isto não é suficiente, tenho de fazer melhor’. Mas depois tudo foi interpretado como ‘ele está a passar por dificuldades mentais, por isso estamos a ajudar’.”
Com Lawson a afirmar-se como a referência da Racing Bulls, resta agora perceber como irá evoluir a sua temporada e se esta capacidade de superação lhe poderá abrir novas portas no futuro.
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