A Aston Martin prepara-se para dar um salto significativo de performance com a introdução do novo pacote de evoluções no AMR26, que será estreado no Grande Prémio da Hungria. Pedro de la Rosa afirmou que a equipa vai finalmente começar a mostrar o seu “potencial total”, antecipando uma melhoria notória nas prestações dos pilotos e na competitividade do monolugar.
O novo pacote de atualizações do AMR26 inclui uma re-homologação do chassis dianteiro devido a um programa de redução de peso, um novo nariz e superfícies aerodinâmicas substancialmente revistas, bem como uma suspensão traseira redesenhada. Embora não tenham sido avançados valores oficiais sobre o impacto em termos de tempo por volta, há rumores nos bastidores de uma melhoria superior a um segundo por volta apenas ao nível do chassis, com a antecipada evolução da unidade motriz Honda para Zandvoort a poder representar mais algumas décimas. A Aston Martin espera, assim, posicionar-se de forma mais competitiva no pelotão intermédio e dar razões para sorrir a Fernando Alonso e Lance Stroll.
O diretor técnico Adrian Newey confirmou numa entrevista que a estratégia passou por introduzir um pacote abrangente de evoluções, em vez de apostar em pequenas atualizações faseadas. “Estamos a fazer grandes progressos nas nossas instalações e capacidades de produção internas”, referiu Newey. “Muitos mais componentes são agora fabricados internamente. A caixa de velocidades, os padrões do fundo e os próprios fundos são feitos aqui, e muitas peças que antes eram produzidas externamente passaram para dentro de portas. Isso dá-nos melhor controlo de custos, mas, mais importante ainda, muito maior flexibilidade e controlo sobre o nosso próprio destino. Trazer mais trabalho para dentro da fábrica oferece-nos melhor controlo de qualidade, maior capacidade de resposta e um ciclo de feedback mais curto do departamento de pesquisa para o design e produção.”
Pedro de la Rosa, porta-voz da equipa, destacou que o objetivo é proporcionar aos pilotos uma plataforma mais previsível, rápida e competitiva. “Tem de ajudar os pilotos a lutar, a divertirem-se, a terem uma plataforma mais previsível, mais rápida e, eventualmente, mais competitiva”, explicou em entrevista exclusiva. “Nunca devemos definir um objetivo numérico para este pacote, porque há muitas incógnitas, e devemos ser cautelosos. Só temos de entregar resultados. Os nossos adeptos merecem-no, mas todos queremos um pacote mais competitivo.” De la Rosa sublinhou ainda que o trabalho feito não se limita à aerodinâmica: “Há muitas áreas do carro que vão ser reforçadas, começando pela melhoria do programa de redução de peso.”
Depois do difícil Grande Prémio de Barcelona, onde Mike Krack pediu desculpa aos adeptos pelo mau desempenho, De la Rosa deixou uma mensagem de esperança: “Estamos entusiasmados, mas também somos realistas. Estamos a trabalhar a fundo, há muitas áreas que estamos a melhorar, mas ainda há muito por fazer. No entanto, estaremos em melhor posição do que agora. Os adeptos merecem-no, os nossos parceiros merecem-no e todo o pessoal da fábrica, que tem trabalhado incansavelmente, também.”
De la Rosa frisou ainda que não é na Hungria que tudo se decidirá, mas sim um processo contínuo de desenvolvimento: “A Fórmula 1 é difícil. Estamos a partir de muito atrás e vai demorar tempo. Não é como se a Hungria marcasse o início; será mais uma etapa, um processo em curso.” Com as melhorias nas infraestruturas e processos internos, a Aston Martin acredita estar finalmente preparada para dar resposta às exigências da Fórmula 1 moderna. “Acho que estamos no ponto em que veremos nos próximos meses o nosso potencial total”, concluiu De la Rosa. “Tudo está a encaixar-se e o puzzle está a ser completado.”
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