Christian Horner pode regressar à F1 como líder de projeto na Alpine

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Christian Horner marcou presença no paddock no Grande Prémio da Grã-Bretanha, deixando no ar a forte possibilidade de um regresso à Fórmula 1 – desta vez, com a Alpine a perfilar-se como o destino mais provável para o antigo responsável da Red Bull. Aos 52 anos, Horner procura voltar ao desporto apenas em condições que lhe garantam controlo e hipóteses reais de lutar por vitórias, após o seu afastamento da Red Bull em 2025.

A possibilidade de Horner se juntar à Alpine surge numa altura em que está em cima da mesa a venda de um pacote de 24% do capital detido pela Otro, cuja participação está oficialmente à venda. O valor exigido – 536 milhões de libras – afastou já a Mercedes e Toto Wolff, que recusaram avançar com a negociação, após terem iniciado conversações. Este montante representa um aumento substancial face aos 171 milhões pagos pela Otro há apenas três anos.

O CEO da Renault, Francois Provost, abordou publicamente a relação com a Otro, reconhecendo que a parceria, celebrada em 2023 e fortemente mediatizada pelo envolvimento de celebridades como Ryan Reynolds, Rory McIlroy, Anthony Joshua e Trent Alexander-Arnold, não cumpriu as expectativas. “Nós gerimos a equipa. A Otro não tem direito, nem valor acrescentado, para nos ajudar a operar. Por isso, somos totalmente responsáveis. Estamos a fazer o trabalho. A parceria com a Otro não foi bem-sucedida”, afirmou Provost em declarações ao The Race.

Provost mostrou-se igualmente aberto à venda da participação da Otro, mas destacou que tal só acontecerá com a sua aprovação e quando houver um alinhamento claro de interesses com o novo investidor. “Acho que somos capazes de avaliar isto em conjunto. Eles querem vender, vão obter os benefícios adequados. Precisam do nosso acordo para vender, e vamos fazê-lo talvez mais cedo ou mais tarde, mas do ponto de vista operacional, não há impacto, e isso é para mim o mais importante”, acrescentou.

No que toca ao perfil do futuro acionista, Provost foi perentório: “Para mim, não há urgência. Existem dois princípios. O primeiro é que a Renault manterá o controlo. Não temos intenção de vender ações. O segundo princípio é que, se a Otro vender as ações, quero garantir que com o novo [acionista minoritário] exista intimidade, objetivo comum e interesse comum. Por isso, não tenho pressa.” Este posicionamento abre a porta a Horner, cuja ambição e experiência em construir equipas campeãs poderá ser precisamente o que a Renault procura para relançar o projeto Alpine.

Entretanto, Horner foi associado a outros papéis durante o último ano fora da Fórmula 1, incluindo rumores de uma possível liderança na Ferrari – hipótese descartada após a renovação de contrato de Fred Vasseur. Outro potencial destino seria a Aston Martin, equipa onde Adrian Newey, antigo colega de Horner na Red Bull, ocupa a posição de chefe de equipa. Houve contactos entre Horner e o proprietário Lawrence Stroll em março, mas a estrutura britânica mantém o discurso de que não comenta rumores: “Somos regularmente abordados por executivos seniores de outras equipas que pretendem juntar-se à Aston Martin Aramco, mas, de acordo com a nossa política, não comentamos rumores e especulações”, indicou a equipa.

Longe do ambiente da Fórmula 1, Horner recebeu uma indemnização de 80 milhões de libras após a saída da Red Bull e tem aproveitado para se dedicar a outros projetos. Recentemente, assumiu o papel de consultor na Oakley Capital, uma empresa londrina de capital privado, aconselhando sobre oportunidades de investimento no sector do desporto.

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