Antonelli domina treinos no Red Bull Ring e Paul Monaghan sai da Red Bull Racing para a Cadillac

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O paddock da Fórmula 1 foi abalado pela notícia da iminente saída de Paul Monaghan, um dos nomes mais experientes da Red Bull, numa altura em que a equipa enfrenta desafios tanto dentro como fora da pista. Enquanto os rumores fervilham nos bastidores de Spielberg, Kimi Antonelli arrebatou todas as atenções no primeiro dia de treinos livres do Grande Prémio da Áustria, ao registar os melhores tempos nas duas sessões de sexta-feira e a deixar rivais e adeptos rendidos à sua mestria sob o calor intenso do Red Bull Ring.

O jovem italiano da Mercedes fez uma demonstração impressionante de ritmo, completando a primeira sessão com uma volta de 1:05.347, e baixando ainda mais para 1:05.112 na segunda, num circuito onde o desgaste dos pneus foi tema central devido às elevadas temperaturas, que ultrapassaram os 30 graus. Os McLaren, com Lando Norris e Oscar Piastri, mostraram um andamento consistente, mantendo-se a menos de duas décimas de Antonelli, enquanto Max Verstappen, a correr em “casa”, terminou ambas as sessões fora do top 3, evidenciando dificuldades na afinação do Red Bull. George Russell, da Mercedes, foi um dos grandes derrotados do dia, ao terminar a segunda sessão apenas na 10.ª posição, a mais de meio segundo do seu jovem colega de equipa.

A saída de Paul Monaghan, engenheiro-chefe de engenharia da Red Bull e figura nuclear do sucesso dos austríacos na última década, representa uma perda de peso para a estrutura liderada por Christian Horner. Monaghan está prestes a juntar-se ao novo projecto da Cadillac na Fórmula 1, reforçando a lista de saídas que inclui nomes como Adrian Newey e Rob Marshall, o que levanta questões sobre a estabilidade e o futuro competitivo da Red Bull no Mundial. Em pista, a prestação de Antonelli não só reforça o estatuto da Mercedes como ameaça directa à Red Bull em Spielberg, como também reacende a discussão sobre o potencial do jovem prodígio italiano para lutar por vitórias já em 2024.

No rescaldo da primeira jornada, Antonelli mostrou-se satisfeito com o desempenho e alertou para a importância da gestão de pneus: “Foi um dia muito positivo, conseguimos extrair o máximo do carro, mas sabemos que a degradação vai ser decisiva na corrida. Temos de continuar focados.” Toto Wolff, chefe de equipa da Mercedes, acrescentou: “O Kimi demonstrou maturidade e rapidez excepcionais. O nosso ritmo de corrida parece forte, mas a qualificação vai ser renhida.” Do lado da Red Bull, Christian Horner admitiu as dificuldades: “Não estivemos onde queríamos, sobretudo com o equilíbrio do carro em pneus médios. Temos trabalho a fazer esta noite.”

Lando Norris, que terminou ambas as sessões em segundo lugar, sublinhou o progresso da McLaren: “Estamos a mostrar consistência e sabemos que podemos lutar com os da frente. O calor vai ser um factor, mas estamos confiantes.” George Russell, visivelmente frustrado, reconheceu: “Tenho de encontrar tempo no segundo sector, o carro não está a reagir como esperava. Vamos analisar tudo ao detalhe.”

Com a qualificação prevista para sábado, a expectativa é elevada para ver se Antonelli consegue converter o domínio nos treinos numa pole position, ou se a Red Bull conseguirá reagir perante a pressão acrescida de correr em casa e a turbulência nos bastidores. O campeonato ganha assim novos contornos: caso Antonelli e a Mercedes mantenham o ritmo, podem reduzir ainda mais a desvantagem para Verstappen e a Red Bull. Os McLaren, cada vez mais regulares, ameaçam consolidar o segundo lugar no Mundial de Construtores, enquanto a Aston Martin e a Ferrari procuram recuperar terreno após um início de fim de semana discreto.

A próxima sessão de qualificação será decisiva para definir as ambições de cada equipa, num fim de semana onde a gestão dos pneus e a resistência ao calor serão determinantes para o desfecho da prova austríaca. A Red Bull enfrenta não só a pressão em pista, mas também a necessidade de estabilizar a sua estrutura técnica, sob pena de ver a liderança ameaçada por uma Mercedes rejuvenescida e um Antonelli cada vez mais afirmativo entre a elite da Fórmula 1.

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