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Toto Wolff assume culpa por falta de ritmo de George Russell na Mercedes

Publicado a 20 de Julho de 2026, 11h52  ·  Atualizado a 21 de Julho de 2026, 01h34  ·  2 min de leitura

O fim-de-semana do Grande Prémio da Bélgica ficou marcado pelas dificuldades de George Russell, que enfrentou um défice de potência face ao colega de equipa Kimi Antonelli, culminando numa saída de pista logo na primeira volta. Antonelli dominou a prova em Spa-Francorchamps, conquistando a pole position e a vitória, enquanto Russell viu-se impedido de competir após uma colisão com Lewis Hamilton no setor das chicanes Les Combes.

Russell evidenciou problemas ao longo do fim-de-semana, revelando-se incapaz de acompanhar o ritmo nas sessões de treinos e qualificação. Durante a corrida, o piloto britânico expressou frustração pelo rádio, lamentando a falta de bateria na reta de Kemmel, fator que permitiu a ultrapassagem de três adversários antes do incidente com Hamilton. O diretor da Mercedes, Toto Wolff, reconheceu que Russell teve um “fim-de-semana difícil” e confirmou que a equipa enfrentou uma falha generalizada nos motores Mercedes, que resultou numa perda de potência significativa na reta.

Wolff atribui as responsabilidades de forma partilhada, considerando que metade dos problemas de Russell se deve ao desempenho insuficiente da unidade motriz do seu carro e a outra metade pode estar relacionada com a condução do piloto. Em declarações à Sky Sports F1, Wolff afirmou: “Provavelmente metade é atribuível à unidade de potência que não estava tão boa como deveria estar do lado dele, e do outro lado, talvez na condução.” O dirigente sublinhou ainda que erros acontecem tanto da parte da equipa como dos pilotos, apelando à minimização desses erros e ao apoio mútuo entre os intervenientes.

O chefe da Mercedes explicou ainda as diferenças no estilo de condução entre Antonelli e Russell, especialmente no que toca à gestão da unidade motriz e da bateria. “Primeiro, é muito diferente. Acho que isto é provavelmente uma vantagem que o Kimi tem porque as novas regulamentações foram um reinício para todos”, referiu Wolff. O aproveitamento e a libertação de energia, bem como a forma como se usa o acelerador — se é a fundo ou parcialmente, e quando se levanta o pé — têm impacto directo na entrega da energia, acrescentou. Para Wolff, esta nova dimensão técnica torna a condução mais complexa, sendo que alguns pilotos podem não gostar, enquanto outros apenas precisam de se adaptar.

O episódio em Spa coloca um desafio para Russell e a Mercedes, que terão de trabalhar em conjunto para ultrapassar estas dificuldades técnicas e de adaptação. O desempenho de Antonelli serve de referência, evidenciando a importância de gerir eficazmente a energia numa época marcada por novas regras no que toca às unidades motrizes. A equipa terá agora de encontrar soluções para equilibrar o rendimento entre os seus pilotos e evitar que problemas semelhantes comprometam futuras corridas.

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Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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