Leclerc irritado com bandeira amarela no GP da bélgica pede mudança à FIA

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Charles Leclerc mostrou-se visivelmente frustrado com a colocação de uma bandeira amarela em local inoportuno durante a qualificação do Grande Prémio da Bélgica, a decorrer no circuito de Spa-Francorchamps. O piloto da Ferrari terminou na quinta posição, atrás de alguns dos seus principais adversários, e acredita que a presença da bandeira amarela influenciou negativamente a sua tentativa de melhorar a posição na grelha.

No sábado, após a qualificação, o monegasco explicou que a bandeira amarela estava destinada à entrada das boxes, mas foi demasiado visível para os pilotos em pista, criando confusão. “Estou um pouco desiludido com essa última volta porque havia uma bandeira amarela que supostamente era para a entrada das boxes, mas que era demasiado visível na pista, na minha opinião,” referiu Leclerc. Apesar de reconhecer que, mesmo sem essa interferência, não teria estado na luta pela pole position, o piloto da Ferrari acredita que esta situação lhe custou a hipótese de ganhar pelo menos um lugar na grelha de partida.

Leclerc alinhou na segunda fila devido a uma penalização de dez lugares imposta a Lando Norris, que teve de trocar a unidade de eletrónica de potência do seu McLaren. Ainda assim, o monegasco não escondeu a sua frustração por a decisão da FIA ter prejudicado o seu ritmo e a sua estratégia para a corrida.

O comentador da Sky Sports F1, Karun Chandhok, analisou o incidente durante a emissão, mostrando aos espectadores o ponto de vista de Leclerc. Chandhok expressou empatia pelo piloto da Ferrari e sugeriu que a posição do comissário que agitava a bandeira amarela deveria ser alterada para evitar confusões semelhantes no futuro. “É algo que a FIA e os pilotos terão de discutir para o próximo ano, porque provavelmente este posto do comissário precisa de ser movido para fora da linha de visão dos pilotos,” concluiu o antigo piloto.

Este episódio reforça a necessidade de uma revisão das normas de segurança e comunicação em pista, especialmente em circuitos desafiantes como Spa-Francorchamps, onde cada décimo de segundo conta para a definição das posições de partida e, consequentemente, para o desenrolar da corrida.

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