Ogier conquista vitória perfeita no Rali Acrópole após azar de Neuville
Sébastien Ogier (FRA), Vincent Landais (FRA) Of team TOYOTA GAZOO RACING WRT seen during FIA World Rally Championship 2026 at Lutraki, Greece on 27.06.2026 // Jaanus Ree / Red Bull Content Pool // SI202606271180 // Usage for editorial use only //
Sébastien Ogier voltou a mostrar toda a sua mestria ao conquistar uma vitória irrepreensível no Rali da Acrópole, na Grécia, segunda da temporada no Mundial de Ralis (WRC) de 2024. Numa jornada marcada por reviravoltas dramáticas, o piloto francês da Toyota beneficiou de dois furos consecutivos sofridos por Thierry Neuville, da Hyundai, que viu assim escapar-lhe uma vitória que parecia bem encaminhada antes das derradeiras especiais.
No final, Ogier e o seu navegador Vincent Landais cruzaram a meta com um tempo total de 3h10m15,2s, superando o finlandês Kalle Rovanperä, colega de equipa na Toyota, por 1m01,7s. O pódio ficou completo com Elfyn Evans, também da Toyota, a garantir o terceiro lugar, a 1m35,5s do vencedor. Neuville, que liderava à entrada das quatro últimas classificativas, foi relegado para o quinto posto, a mais de dois minutos de Ogier, depois do infortúnio com os pneus. O Rali da Acrópole, disputado em pisos duros e escorregadios, voltou a demonstrar porque é considerado um dos desafios mais exigentes do calendário do WRC.
Este desfecho teve impacto imediato nas contas do campeonato. Apesar do infortúnio, Neuville mantém-se a liderar o Mundial com 151 pontos, mas vê a sua vantagem encurtada para apenas 13 pontos sobre Evans, enquanto Rovanperä ascende à terceira posição, agora a 22 pontos do topo. Ogier, apesar de não disputar o campeonato a tempo inteiro, reforça a sua reputação como um dos melhores pilotos de todos os tempos, ao somar mais uma vitória à sua carreira já recheada de sucessos. Por outro lado, a Toyota aumenta a pressão sobre a Hyundai no campeonato de construtores, reduzindo a diferença para apenas 7 pontos.
No final da prova, Ogier não escondeu a satisfação pela vitória, mas admitiu que a sorte também teve o seu peso: “Foi um fim-de-semana muito duro. Sabíamos que o ritmo estava lá, mas nestas condições tudo pode acontecer. Sinto-me solidário com o Thierry, ninguém merece perder assim. Esta vitória é para toda a equipa”, afirmou o francês, visivelmente emocionado, na conferência de imprensa pós-corrida. Já Thierry Neuville, visivelmente desolado, explicou a sua frustração: “Íamos a gerir a vantagem, mas os dois furos deitaram tudo a perder. É difícil de engolir, mas há que levantar a cabeça e continuar a lutar pelo campeonato”, disse o piloto belga, pouco depois de sair do carro.
Kalle Rovanperä destacou a importância dos pontos conquistados: “Foi um rali de sobrevivência. Não tivemos o ritmo dos mais rápidos, mas evitámos problemas maiores e isso permitiu-nos somar pontos importantes para o campeonato”. Elfyn Evans, por sua vez, sublinhou a consistência do plantel da Toyota: “O pódio é sempre positivo, sobretudo num rali tão traiçoeiro. Parabéns ao Sébastien, mereceu esta vitória.”
O Rali da Acrópole provou mais uma vez ser um verdadeiro teste à resistência de homens e máquinas. A dureza dos troços gregos voltou a baralhar as contas e promete manter o campeonato ao rubro até ao fim. Com a próxima ronda marcada para o Rali do Chile, as expectativas estão em alta: Neuville terá de reagir para não perder a liderança, enquanto Evans e Rovanperä aparecem agora como ameaças reais ao título. Por outro lado, Ogier, mesmo sem calendário completo, volta a ser um fiel da balança nas contas do campeonato.
Em suma, a luta pelo título do Mundial de Ralis ganha novo fôlego após o drama da Grécia. Cada ponto poderá ser decisivo numa temporada marcada pelo equilíbrio, pela imprevisibilidade e pelo regresso de alguns dos melhores momentos do automobilismo mundial. A próxima paragem promete emoções fortes e novos capítulos nesta acesa rivalidade entre Toyota e Hyundai, com os pilotos a não darem tréguas na perseguição ao ceptro máximo dos ralis.
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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.