Cadillac abandona GP da áustria após incêndios nos carros de Perez e Bottas

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O Grande Prémio da Áustria revelou-se um autêntico pesadelo para a Cadillac, com ambos os seus monolugares a abandonarem prematuramente devido a incêndios nos travões logo nas voltas iniciais. A equipa norte-americana viu-se forçada a retirar os carros de Valtteri Bottas e Sergio Pérez ainda antes de cumprida a primeira metade da prova no Red Bull Ring, deixando para trás qualquer hipótese de somar pontos ou recolher dados substanciais no seu processo de adaptação à Fórmula 1.

Valtteri Bottas, a partir da 19.ª posição da grelha, foi o primeiro a reportar problemas, informando via rádio que sentia “os travões a arder” ao fim de apenas cinco voltas. O finlandês dirigiu-se imediatamente às boxes, onde o monolugar foi rapidamente coberto com espuma extintora pelos mecânicos da Cadillac, numa tentativa desesperada de evitar danos maiores. Sergio Pérez, que partiu da 20.ª posição, seguiu-lhe o exemplo pouco depois, também ele reportando fumo intenso no habitáculo. Ambos os carros foram retirados da corrida por motivos de segurança, ficando a equipa sem representação em pista logo no início do Grande Prémio da Áustria, sétima prova do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2026. Ao nível de tempos, nenhum dos pilotos conseguiu completar mais de seis voltas, registando apenas tempos de referência largamente fora do ritmo dos líderes.

Esta dupla desistência representa mais um duro golpe para a Cadillac, que continua a enfrentar sérias dificuldades técnicas nesta sua temporada de estreia na F1. Os problemas de sobreaquecimento dos travões já tinham surgido noutras ocasiões este ano, mas nunca com este grau de gravidade e simultaneidade. O abandono prematuro impede a equipa de recolher dados importantes sobre a gestão térmica e o comportamento dos seus carros em corrida, algo imprescindível numa fase tão crítica de desenvolvimento. Em termos de campeonato, a Cadillac mantém-se sem pontos, ficando cada vez mais afastada das restantes equipas do pelotão, numa altura em que a pressão interna e externa aumenta para encontrar soluções rápidas e eficazes.

Após o abandono, Valtteri Bottas mostrou-se visivelmente frustrado ao falar aos jornalistas: “Assim que comecei a perder potência percebi que algo não estava bem. Olhei para os retrovisores e vi chamas a sair das rodas traseiras. Tive de parar imediatamente, não havia outra hipótese.” O finlandês sublinhou ainda a necessidade de “resolver urgentemente estas questões de fiabilidade”, acrescentando que a equipa precisa de “continuar a trabalhar de forma incansável para dar a volta à situação”. Sergio Pérez, por seu lado, revelou no final da corrida: “Quando vi o fumo a entrar no cockpit, percebi que era demasiado arriscado continuar. A segurança está sempre em primeiro lugar, mas é frustrante sair tão cedo de uma corrida onde queríamos mostrar evolução.” O director técnico da Cadillac, James Key, também prestou declarações pouco depois do final da prova: “Estamos profundamente desapontados. Identificámos o sobreaquecimento dos travões como a causa principal. Vamos analisar todos os componentes e processos para garantir que este problema não se repete.”

Com este desfecho, a Cadillac enfrenta agora um desafio acrescido: recuperar a confiança dos seus pilotos e técnicos antes da próxima ronda do campeonato, o Grande Prémio de Silverstone, que se realiza já dentro de duas semanas. A equipa terá de acelerar o desenvolvimento de soluções para os problemas de travagem, sob pena de voltar a comprometer o seu objectivo mínimo para a época – terminar provas e procurar os primeiros pontos. A luta pela supremacia entre as equipas do fundo da tabela intensifica-se, com a Cadillac a perder terreno para rivais directos como a Haas e a Sauber. Os próximos dias serão decisivos para perceber se a formação americana conseguirá responder à altura e iniciar finalmente uma trajectória ascendente no Mundial de Fórmula 1 de 2026.

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