Piastri lamenta dificuldade da McLaren em encontrar performance na áustria

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George Russell surpreendeu ao conquistar a pole position no Grande Prémio da Áustria, mas a McLaren voltou a enfrentar dificuldades em extrair mais performance do MCL40, apesar de ter ambos os seus pilotos a lutar pelos lugares cimeiros da grelha. Oscar Piastri qualificou-se em sétimo, a uns escassos nove milésimos de segundo do colega de equipa Lando Norris, que ficou em sexto. O domínio de Russell na qualificação, com o seu tempo a deixar Norris a quatro décimos, expôs as limitações actuais da McLaren face à concorrência, sobretudo à Mercedes de Russell e à Ferrari, principais rivais pelo topo do campeonato.

A sessão de qualificação do Red Bull Ring foi marcada por diferenças ínfimas: Max Verstappen garantiu o quinto lugar para a Red Bull, enquanto o seu jovem companheiro Isack Hadjar ficou em oitavo. O duelo directo entre McLaren e Red Bull pelo estatuto de terceira força revelou-se intenso, com apenas pequenas margens a separar os pilotos. Norris registou 1:04.384 na sua volta mais rápida, enquanto Piastri completou a sua melhor tentativa em 1:04.393, realçando o equilíbrio interno na McLaren. Russell, pole position, parou o cronómetro em 1:03.984, tornando clara a diferença de ritmo para o topo. As Ferrari confirmaram as expectativas da McLaren e inseriram-se na luta, colocando mais pressão sobre a formação de Woking na batalha pelo pódio.

Este resultado reforça o cenário competitivo do campeonato, onde pequenas melhorias podem significar avanços significativos na grelha, mas também onde a estagnação se paga caro. A McLaren mostrou sinais de evolução em simulações de qualificação na sexta-feira e no terceiro treino livre, mas não conseguiu converter essa promessa em ganhos práticos na sessão decisiva. Esta realidade coloca Norris e Piastri directamente envolvidos na luta pelos lugares da frente, mas ainda atrás do ritmo demonstrado por Mercedes, Ferrari e, ocasionalmente, Red Bull. A consistência entre Norris e Piastri, quase sempre separados por menos de meio décimo ao longo do fim-de-semana, evidencia não só a igualdade de armas entre ambos, mas também os limites actuais do MCL40.

Após a qualificação, Oscar Piastri foi directo na análise: “Sinto que fizemos um bom trabalho a extrair tudo o que o carro tem para dar, e não é a primeira vez que chegamos à Q3 e precisamos daquele meio décimo, ou décimo extra”, disse o piloto australiano aos jornalistas. Piastri sublinhou também: “O Lando e eu temos estado separados por meio décimo em quase todas as voltas deste fim-de-semana, por isso, quando tens dois pilotos tão próximos, provavelmente é um sinal de que extrair grandes diferenças do carro é muito difícil. É essa a nossa realidade, mas não é uma surpresa enorme.” O piloto da McLaren reconheceu ainda o papel da Ferrari: “Esperávamos que a Ferrari estivesse na luta. O Russell teve um fim-de-semana muito irregular. O Max foi uma surpresa, mas eles têm um carro novo, por isso não é de estranhar. Sabemos onde estamos a faltar no geral.” Piastri terminou com uma conclusão pragmática: “Os intervalos são muito curtos, e sim, isto ou aquilo podia ter corrido melhor, mas acho que há 22 pilotos aqui a dizer isso. Sinto que fizemos um trabalho melhor comparando com Barcelona, a preparar tudo e a extrair mais rendimento, mas não conseguimos gerar performance do nada.”

Com o campeonato a aproximar-se de momentos decisivos, a McLaren entra agora numa fase crucial, onde a consistência dos pontos pode fazer a diferença entre consolidar o terceiro lugar entre construtores ou ser ultrapassada pelos rivais directos. A próxima paragem será o tradicional Grande Prémio de Silverstone, onde a McLaren, galvanizada pelo apoio caseiro, tentará capitalizar possíveis evoluções técnicas e a sua dupla de pilotos altamente competitiva. Para Norris e Piastri, cada décimo conta – e, apesar das limitações actuais, a equipa acredita que poderá reduzir a diferença para os líderes caso consiga encontrar aquele “extra” que tem faltado nas últimas corridas. O foco estará, sem dúvida, em encontrar soluções que permitam transformar a proximidade dos seus pilotos em vantagem real no asfalto, mantendo-se sólidos na luta pelo pódio e por pontos vitais para o campeonato.

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