John Bennett conquista primeira vitória na fórmula 2 e quebra jejum da Trident

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John Bennett quebrou finalmente o enguiço e conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 2, numa impressionante exibição na corrida Sprint do Grande Prémio da Áustria, disputada no Red Bull Ring. Num momento verdadeiramente marcante para o piloto britânico e para a TRIDENT, Bennett não só se estreou a vencer na categoria, como também pôs fim a uma longa travessia no deserto da formação italiana, que não vencia desde Baku, em 2024, com Richard Verschoor.

A Sprint Race austríaca ficou marcada pela consistência e frieza de Bennett, que cruzou a meta em primeiro lugar após 28 voltas intensas ao traçado de Spielberg. Sebastian Montoya, da Campos Racing, terminou logo atrás, a apenas 0,469 segundos, depois de uma luta renhida até à última curva. O pódio ficou completo com Kush Maini, da Virtuosi Racing, que terminou a 4,2 segundos do vencedor. Com temperaturas da pista acima dos 50 graus Celsius, a gestão dos pneus revelou-se decisiva, e Bennett mostrou-se irrepreensível na sua estratégia, ao contrário de alguns dos seus rivais directos.

Esta vitória tem um peso simbólico enorme no Campeonato de Fórmula 2 da FIA. Para Bennett, trata-se de um ponto de viragem numa temporada até agora marcada por frustrações e azares, apesar do ritmo consistente evidenciado em várias ocasiões. Para a TRIDENT, o triunfo coloca fim a uma série de mais de vinte corridas sem subir ao lugar mais alto do pódio, relançando a moral interna e aproximando a equipa dos lugares cimeiros da classificação de construtores. A rivalidade com equipas como PREMA e ART Grand Prix reacende-se, numa fase crucial do campeonato, com o pelotão cada vez mais compactado e imprevisível.

No final da corrida, ainda visivelmente emocionado, John Bennett expressou o seu entusiasmo pelo resultado histórico: “Sinto-me verdadeiramente realizado. Estou a tentar aproveitar cada segundo deste momento”, afirmou o britânico, em declarações aos meios de comunicação presentes no circuito. “A verdade é que já esperávamos há muito por um resultado forte. Esta época temos demonstrado ritmo, mas as coisas simplesmente não nos correram de feição. Por isso, ter uma corrida assim é uma sensação incrível.” Durante a conferência de imprensa, Bennett explicou ainda a sua abordagem calculista à corrida: “Sabia que seria tudo uma questão de gerir os pneus. Nos treinos livres, o ritmo caiu logo, e hoje estava mesmo muito quente. Arranquei bem e assumi a liderança, mas não me preocupei demasiado em defendê-la. Quando o Montoya passou, deixei-o ir, mantive-me no DRS, cuidei dos pneus e pensei que talvez conseguisse atacar no fim.”

O momento decisivo aconteceu na última volta, após um período de Virtual Safety Car que embaralhou as estratégias: “Nos últimos três ou quatro giros depois do VSC, reparei que ele estava a ter dificuldades. Na última volta disse para mim próprio: ou é agora, ou nunca. Saí bem da curva 1, pressionei-o até à curva 3, tive uma boa saída e lancei-me por fora na curva 4. Sabia que ele ia travar tarde, então optei pelo ‘switchback’, consegui a tracção suficiente e mantive a liderança até à meta.”

Olhando para o futuro, Bennett parte da nona posição para a corrida principal (Feature Race), com ambições renovadas de fechar o fim-de-semana em grande para si e para a TRIDENT. Com esta vitória, o britânico aproxima-se dos lugares pontuáveis no campeonato de pilotos, enquanto a TRIDENT ganha novo fôlego para atacar a liderança de equipas. A próxima ronda será decisiva para perceber se Bennett conseguirá capitalizar este momento de forma e se a equipa italiana está realmente de regresso às vitórias. O pelotão segue agora para Silverstone, onde a pressão e a expectativa prometem elevar o espectáculo a outro nível, com o campeonato mais competitivo do que nunca.

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