Volkswagen estuda despedimentos em massa e encerramento de fábricas

Outras Notícias

Partilhar

O Grupo Volkswagen poderá estar prestes a avançar com uma das maiores reestruturações da sua história. Segundo várias notícias vindas da Alemanha, a empresa está a ponderar eliminar até 100 mil postos de trabalho a nível mundial, além de encerrar fábricas e reorganizar toda a estrutura do grupo.

Depois de vários anos focada na redução de custos, a Volkswagen parece preparar medidas ainda mais drásticas. Para além dos despedimentos, estão também em cima da mesa cortes no investimento, redução de despesas administrativas e uma possível reorganização que poderá tornar a marca Volkswagen e a divisão de componentes em entidades independentes.

A informação foi inicialmente avançada pela revista alemã Manager Magazin e mais tarde confirmada por outros meios, como a Reuters. De acordo com essas fontes, o CEO Oliver Blume e o diretor financeiro Arno Antlitz estão a estudar estas mudanças depois de a empresa ter registado uma queda de 44% nos lucros durante 2025 e de enfrentar uma concorrência cada vez mais forte.

Entre as medidas mais polémicas está o possível encerramento de quatro fábricas na Alemanha. As unidades da Volkswagen em Hanôver, Emden e Zwickau, assim como a fábrica da Audi em Neckarsulm, poderão deixar de produzir veículos quando os atuais modelos chegarem ao fim do seu ciclo de vida. Só estas fábricas empregam mais de 45 mil trabalhadores, o que mostra o impacto que esta decisão poderá ter.

Além da produção, a empresa está também a estudar uma reorganização interna que poderá dar maior autonomia à marca Volkswagen e ao negócio de componentes. O objetivo será simplificar a gestão e tornar o grupo mais eficiente e competitivo no futuro.

Até ao momento, a Volkswagen não confirmou oficialmente nenhum destes planos. Um porta-voz da empresa limitou-se a afirmar que estão a decorrer discussões internas e que o grupo precisa de passar por mudanças profundas para continuar competitivo.

Como seria de esperar, a reação dos representantes dos trabalhadores foi imediata. O sindicato alemão IG Metall e o conselho de empresa da Volkswagen já manifestaram a sua oposição às medidas e garantem que irão contestar qualquer tentativa de avançar com estes cortes. A próxima reunião do conselho de supervisão, marcada para 9 de julho, deverá ser decisiva para perceber até que ponto estas informações correspondem aos planos reais da empresa.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)