Alonso mantém otimismo apesar do mau arranque da Aston Martin na áustria

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Fernando Alonso surpreendeu tudo e todos ao mostrar-se optimista após garantir apenas o 21.º lugar na qualificação para o Grande Prémio da Áustria, mesmo com a Aston Martin a enfrentar um fosso preocupante face à Cadillac. A equipa de Silverstone volta a partir da última linha da grelha, repetindo um padrão que já se verifica há três corridas consecutivas, com Alonso imediatamente à frente do colega de equipa, Lance Stroll. A qualificação no Red Bull Ring confirmou as dificuldades persistentes da Aston Martin, numa temporada de 2026 que está a revelar-se penosa para a estrutura britânica.

No final da qualificação, Max Verstappen (Red Bull) conquistou a pole position com um tempo de 1:04.239, assegurando a melhor posição para a corrida de domingo, seguido de perto por Charles Leclerc (Ferrari) e Lewis Hamilton (Mercedes). Em contraste, Alonso registou uma volta em 1:05.905, ficando a 1,666 segundos do líder e apenas três centésimos à frente de Stroll, que fechou a tabela classificativa. Esta diferença significativa para os candidatos ao pódio acentuou o desnível de performance que a Aston Martin tem vindo a exibir nesta fase do Campeonato do Mundo de Fórmula 1.

A ausência de ritmo competitivo e as dificuldades na adaptação ao novo regulamento técnico têm sido tema dominante na garagem da Aston Martin. No entanto, Fernando Alonso assegurou, após a sessão, que o clima interno mantém-se construtivo e esperançado. “Sabemos exactamente onde estamos a perder tempo, e isso dá-nos uma base para trabalhar. O importante é que a equipa não está desmotivada”, afirmou Alonso, salientando o espírito de superação. O espanhol acrescentou ainda: “O fosso para a frente é grande, mas acredito que as novidades que aí vêm nos permitirão recuperar terreno. Não estamos aqui para lutar pelo último lugar.” Estas declarações foram feitas já após o final da qualificação, numa altura em que o paddock especula sobre as actualizações previstas para as próximas rondas.

Mike Krack, chefe de equipa da Aston Martin, reforçou a mensagem de confiança transmitida pelo piloto espanhol. “A diferença para a Cadillac é real, mas temos um plano agressivo de desenvolvimento para as próximas corridas. O mais importante é manter a moral elevada e garantir que cada elemento da equipa está focado no objectivo comum”, explicou Krack aos jornalistas na zona mista. Do lado da Cadillac, a satisfação era notória após mais uma qualificação sólida, consolidando a ascensão da recém-chegada estrutura americana e intensificando a pressão sobre as equipas tradicionais.

Com a Aston Martin a ver a concorrência directa – nomeadamente a Williams e a Haas – a fugir na luta pelos pontos, a necessidade de uma reviravolta é evidente. O fosso para a Cadillac, que se tem afirmado como a surpresa da temporada, ameaça a posição da equipa britânica no campeonato de construtores. A rivalidade entre Alonso e Stroll, embora marcada por respeito mútuo, começa também a aquecer internamente, com ambos a procurar ser o rosto da eventual recuperação.

O próximo desafio será o Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone, dentro de duas semanas. A Aston Martin tem já agendadas várias evoluções aerodinâmicas e mecânicas para tentar inverter o ciclo negativo. A expectativa dos adeptos portugueses e internacionais centra-se agora na capacidade de resposta da equipa e na experiência de Fernando Alonso para liderar um renascimento competitivo. Se falharem novamente, a luta pelo meio da tabela poderá tornar-se inalcançável, colocando ainda mais pressão sobre o projecto liderado por Lawrence Stroll. Até lá, a Fórmula 1 promete manter o ritmo frenético, com cada décima de segundo a fazer toda a diferença numa temporada mais imprevisível do que nunca.

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