George Russell revela ter dormido mal após vitória surpreendente de Hamilton

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Lewis Hamilton quebrou um jejum de quase três anos sem vitórias e conquistou o Grande Prémio da Grã-Bretanha de forma categórica, deixando o paddock e os adeptos em Silverstone em êxtase. O piloto britânico da Mercedes cruzou a linha de meta com uma vantagem de 1,465 segundos sobre Max Verstappen (Red Bull), enquanto Lando Norris (McLaren) completou o pódio, depois de um duelo intenso nas voltas finais.

Naquela que foi a 12.ª prova do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024, Hamilton voltou finalmente ao degrau mais alto do pódio, cortando a meta em 1:22:12.485, depois de 52 voltas ao circuito de Silverstone. Verstappen, que recuperou posições no final graças a uma estratégia de pneus alternativa, terminou com 1,465 segundos de desvantagem, enquanto Norris ficou a 2,201 segundos do vencedor. Oscar Piastri (McLaren) foi quarto classificado, seguido por Carlos Sainz (Ferrari), George Russell (Mercedes) – que largou da pole position mas foi forçado a abandonar por problemas mecânicos –, Sergio Pérez (Red Bull) e Fernando Alonso (Aston Martin).

Esta vitória de Hamilton tem um peso especial: é a sua 104.ª na Fórmula 1, a nona em Silverstone, e quebra uma das mais longas secas de triunfos na carreira do britânico, que não vencia desde o Grande Prémio da Arábia Saudita em 2021. O resultado relança também a discussão sobre o equilíbrio de forças entre Mercedes, Red Bull e McLaren, numa fase crucial da luta pelo campeonato. Verstappen mantém-se no topo da classificação de pilotos, agora com 255 pontos, mas Norris e Hamilton encurtaram distâncias, enquanto a Mercedes reforça o seu estatuto de candidata ao segundo lugar no Mundial de Construtores, aproveitando as dificuldades da Ferrari e alguma inconsistência da Red Bull.

A rivalidade entre Hamilton e Verstappen voltou a ser tema, com ambos a mostrarem respeito mas sem esconderem o desejo de vitória. Após a corrida, Hamilton não escondeu a emoção: “Este triunfo significa tudo para mim. Foram anos difíceis, mas a equipa nunca deixou de acreditar. Ganhar em casa, diante desta multidão, é absolutamente especial.” Toto Wolff, diretor da Mercedes, acrescentou: “Acreditámos sempre que o Lewis poderia voltar a vencer, mas fazê-lo nesta pista, com esta pressão, mostra o campeão que é.”

Max Verstappen, apesar de não ter conseguido bater Hamilton, reconheceu o mérito do rival: “A Mercedes esteve muito forte hoje e o Lewis mereceu. Lutámos até ao fim, mas faltou-nos aquele ritmo extra. Vamos regressar mais fortes.” Lando Norris, por sua vez, lamentou a estratégia da McLaren: “Tínhamos ritmo para mais, mas não acertámos na escolha dos pneus na altura certa. Mesmo assim, sair daqui com um pódio é positivo.”

Do lado da Mercedes, James Allison, diretor técnico, sublinhou a importância do resultado: “Esta vitória vai dar-nos confiança para atacar a segunda metade da época. Mostrámos progressos reais e queremos continuar nesta trajetória.” George Russell, que partiu da pole mas abandonou, confessou o seu desapontamento: “É frustrante não poder lutar até ao fim, especialmente depois de um fim de semana tão forte. Mas ver o Lewis vencer compensa um pouco.”

A próxima prova realiza-se no Hungaroring, com o Grande Prémio da Hungria já na próxima semana. O campeonato aquece, com Verstappen sob pressão e Mercedes e McLaren claramente a ameaçar a hegemonia recente da Red Bull. Hamilton, rejuvenescido por esta vitória histórica, promete continuar a atacar, enquanto Norris e Russell procuram recuperar terreno. As estratégias, a gestão dos pneus e a fiabilidade das máquinas vão ser decisivas numa segunda metade de temporada que promete não dar tréguas aos protagonistas. O Mundial está ao rubro e Silverstone pode ter marcado uma reviravolta no xadrez da Fórmula 1 em 2024.

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