No centro de tudo está o V8 biturbo de 2,88 litros, desenvolvido pela própria Czinger e equipado com cambota de plano plano. O motor trabalha em conjunto com três motores elétricos, formando um sistema híbrido de tração integral. O resultado são 1.250 CV, dos quais 750 cv vêm diretamente do V8, e 938 Nm de binário.

Os números são simplesmente absurdos:
0-96 km/h: 1,9 segundos
1/4 de milha: 8,7 segundos
Velocidade máxima: 330 km/h
Potência: 1.250 CV
Binário: 938 Nm
É o tipo de automóvel em que a palavra “rápido” começa a perder significado. O descapotável quase não pesa A Czinger não se limitou a retirar o tejadilho do 21C.
O Spyder estreia uma nova tecnologia denominada BrakeNode, uma peça em liga de alumínio fabricada através de impressão 3D que integra a pinça de travão, o suporte da suspensão e as passagens hidráulicas numa única estrutura. Segundo a marca, esta solução permite poupar cerca de 0,7 kg de massa não suspensa por roda, ao mesmo tempo que aumenta a rigidez em 30%.

Os travões também não são propriamente modestos: têm discos de 410 mm à frente e 390 mm atrás. E esta tecnologia não ficará exclusiva do Spyder. A Czinger pretende disponibilizá-la também como opção para o 21C de carroçaria fechada. Uma asa que faz o carro parecer colado ao chão
Se há um número que impressiona tanto quanto os 1.250 cv, é o da força descendente. A Czinger afirma que o 21C Spyder consegue gerar até 1.482 kg de downforce, tornando-o, segundo a própria marca, no automóvel de estrada com maior força descendente.

Com o tejadilho instalado, esse valor sobe para 1.500 kg. Para perceber a dimensão do número, o carro pesa cerca de 1.620 kg em ordem de marcha. Ou seja, a alta velocidade, o 21C Spyder consegue gerar uma força aerodinâmica quase equivalente ao seu próprio peso.
Não é propriamente um descapotável feito para passear devagar junto à praia. E há aqui uma pequena particularidade. O tejadilho amovível é feito em fibra de carbono e pesa apenas 10 kg. O problema é que o 21C Spyder não tem espaço para o guardar dentro do próprio carro.

Portanto, se o proprietário decidir removê-lo, terá de o deixar em casa. É uma solução bastante coerente com a filosofia da Czinger: retirar tudo o que não seja absolutamente necessário para manter o peso no mínimo possível.
A obsessão com o peso continua no habitáculo. O Spyder estreia o sistema NeuralNode, que substitui a tradicional estrutura composta por várias peças do tablier por uma única solução integrada.
O sistema reúne o painel de instrumentos, as saídas de ar e os principais comandos do veículo numa única estrutura junto ao condutor. Mesmo sendo um hipercarro extremamente focado no desempenho, não faltam alguns luxos modernos.
Há Apple CarPlay sem fios e um sistema de som de 650 watts com oito altifalantes, cujos próprios cones são feitos em fibra de carbono. Porque até os altifalantes têm de fazer dieta num Czinger.

Como seria de esperar, toda esta tecnologia e exclusividade têm um preço bastante elevado. Cada Czinger 21C Spyder custa 2,75 milhões de dólares. E apenas serão produzidos 30 exemplares.
O resultado é um dos descapotáveis mais extremos e exclusivos do mundo: um V8 biturbo de 2,88 litros, três motores elétricos, 1.250 cv, 330 km/h e quase 1.500 kg de força descendente.
Não é simplesmente a versão descapotável do 21C. É mais uma demonstração de tudo aquilo que a Czinger consegue fazer quando o objetivo é construir um automóvel sem praticamente nenhum compromisso.
E com apenas 30 unidades, a probabilidade de vermos um destes na estrada é quase tão baixa como a de conseguirmos pagar um.

