Fernando Alonso revela conversas com Adrian Newey para salvar Aston Martin

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Fernando Alonso surpreendeu o paddock ao revelar conversas diretas com Adrian Newey, numa tentativa de inverter o arranque desastroso da Aston Martin na temporada de 2026. Com apenas um ponto conquistado nas primeiras sete provas – resultado do 10.º lugar de Alonso no Grande Prémio do Mónaco – a equipa de Silverstone vê-se a lutar no fundo da tabela, com o AMR26 a demonstrar fragilidades evidentes tanto no chassis como no motor, e poucas soluções à vista.

Os números são implacáveis: a Aston Martin soma apenas um ponto, enquanto adversários diretos já acumulam dezenas. Alonso, sempre combativo, tem sido o único a salvar a honra da formação britânica, mas reconhece que “é preciso muito mais do que esforço em pista para dar a volta a este cenário”. As dificuldades técnicas do AMR26 tornam-se claras nas sessões de qualificação, onde raramente passam do Q1, e nas corridas, onde o ritmo não permite sequer sonhar com os lugares dos pontos. O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2026, com sete provas já disputadas, confirma a Aston Martin como uma das grandes desilusões, numa temporada marcada pelo domínio de Kimi Antonelli, que já venceu cinco Grandes Prémios e lidera com 41 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton.

O contexto não podia ser mais desafiante para Alonso e para a equipa. O bicampeão espanhol não escondeu a urgência em encontrar soluções e, em declarações após o último Grande Prémio, confirmou abordagens a Adrian Newey, o conceituado engenheiro britânico recentemente libertado da Red Bull. “Tive conversas muito produtivas com o Adrian. Partilhámos ideias e tentei perceber o que poderia ser feito para tirar a Aston Martin desta situação. Não escondo que há interesse mútuo em colaborar, mas depende de muitos fatores”, afirmou Alonso, sublinhando a necessidade de uma reestruturação técnica profunda. Mike Krack, diretor da Aston Martin, reforçou: “Estamos a trabalhar em várias frentes, inclusivamente a nível de recursos humanos. O Adrian é uma referência e as portas estão abertas para quem possa ajudar a equipa a evoluir”.

No outro extremo da grelha, Carlos Sainz lançou uma polémica ao sugerir, numa conversa informal no paddock, que Max Verstappen terá uma cláusula exclusiva no contrato com a Red Bull, limitando os dias de compromissos mediáticos e de marketing. “Toda a gente sabe que o Max gosta de estar focado só na pista. Ouvi dizer que tem mesmo uma cláusula especial para não ser obrigado a tantos eventos fora das corridas”, confidenciou Sainz. Este rumor reacende o debate sobre as condições contratuais dos principais pilotos e o equilíbrio entre performance desportiva e obrigações comerciais. Verstappen, cuja ligação à Red Bull está garantida até ao final de 2028, recusou comentar detalhes mas reiterou a importância de “manter a concentração total na competição”.

Entretanto, a pressão vai aumentando noutros quadrantes. René Arnoux, antigo vencedor de Grandes Prémios de F1, lançou o aviso a George Russell: “Se o Russell não for campeão do mundo em 2026, o futuro dele na Mercedes fica em risco. A equipa vai fazer uma reavaliação profunda das suas escolhas”, declarou Arnoux após o GP de Espanha. Russell, que começou a época como favorito ao título, tem sido ofuscado pelo talento emergente de Kimi Antonelli, que já surpreendeu toda a grelha com vitórias consistentes. A Mercedes, perante este cenário, estuda a possibilidade de alterar a sua política de gestão de pilotos e de regras internas, apostando na renovação do plantel se os resultados não aparecerem.

Do lado da McLaren, Andrea Stella, chefe de equipa, admitiu que a dependência dos motores Mercedes HPP se tornou uma desvantagem clara para 2026. “Somos a única das quatro equipas da frente que não é equipa de fábrica em termos de unidade motriz. Isso coloca-nos automaticamente atrás dos rivais, especialmente em desenvolvimento”, explicou Stella, apontando para a necessidade de uma revisão estratégica caso pretendam manter-se no topo do pelotão.

No capítulo das regulamentações técnicas, Mattia Binotto, agora à frente do projecto Audi, propôs à FIA um “sistema único” para reformular o mecanismo de Ajuda ao Desenvolvimento e Oportunidades de Upgrade (ADUO). O objetivo passa por garantir critérios mais justos para quem tem de evoluir os seus chassis e motores perante as novas regras, situação que será crucial para o equilíbrio competitivo da grelha nos próximos anos.

Kimi Antonelli, líder destacado do campeonato, confessou após a vitória no GP da Áustria que ainda procura respostas para si próprio, apesar do domínio. “Quero perceber até onde consigo levar esta performance e o que preciso de melhorar pessoalmente. O foco é manter o nível até ao final”, afirmou o jovem italiano, agora principal favorito ao título de 2026.

O circo segue agora para o Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone, onde todas as atenções estarão centradas na luta pelo título e nas movimentações de mercado, tanto de pilotos como de técnicos de topo. A Aston Martin terá de mostrar sinais claros de recuperação, sob pena de ver a sua temporada completamente comprometida. Já a Mercedes e George Russell jogam uma cartada decisiva para evitar uma crise interna, enquanto McLaren e Audi preparam respostas estratégicas ao novo panorama regulamentar. Antonelli, com 41 pontos de vantagem, pode cimentar ainda mais a sua liderança, mas Hamilton e Russell prometem não desistir facilmente. As próximas semanas serão decisivas para definir quem se destaca e quem se afunda neste campeonato de 2026, cada vez mais imprevisível e competitivo.

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