Fernando Alonso confia em Newey para reverter crise da Aston Martin na F1

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O adeus de Fernando Alonso ao Circuito de Barcelona-Catalunha ficou marcado por um fim-de-semana agridoce: o piloto espanhol não só ficou pela última posição na qualificação, como ainda foi forçado a abandonar a corrida perante o seu público, num momento que pode ter simbolizado a sua despedida da pista catalã. O cenário sombrio da Aston Martin nesta temporada de Fórmula 1 agravou-se ainda mais, mas Alonso deixou uma nota de esperança ao revelar discussões semanais com Adrian Newey, que considera ser “o melhor” para inverter o rumo da equipa.

A Aston Martin, sedeada em Silverstone, soma apenas um ponto após sete rondas do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024, conquistado em Monte Carlo. Este resultado deixa a formação britânica apenas acima do último lugar no campeonato de construtores, evidenciando as dificuldades técnicas do AMR26. O monolugar tem-se revelado um verdadeiro quebra-cabeças para Alonso e Lance Stroll, com problemas persistentes tanto no chassis como na unidade motriz Honda, que se tem mostrado pouco fiável e aquém das expectativas.

No Grande Prémio de Espanha, Alonso viveu um fim-de-semana particularmente difícil. A qualificação terminou com o espanhol no último lugar, um resultado que desiludiu os adeptos presentes. Durante as 66 voltas da corrida, o bicampeão mundial acabou por abandonar, não conseguindo sequer lutar pelos pontos naquela que poderá ter sido a sua última presença no traçado catalão como piloto de Fórmula 1. Esta saída precoce, aliada ao baixo rendimento do AMR26, coloca ainda mais pressão sobre a estrutura técnica da Aston Martin para responder rapidamente.

No entanto, a chegada de Adrian Newey à equipa trouxe uma lufada de ar fresco e renovou as esperanças tanto de Alonso como da própria formação. O piloto espanhol revelou, após a corrida, que tem tido conversas semanais com o reputado engenheiro britânico, centradas no desenvolvimento do monolugar e na estratégia de evolução até 2026, quando a Aston Martin estreia a sua própria caixa de velocidades. “Falamos com ele todas as semanas, por isso estamos sempre actualizados sobre o que se passa”, explicou Alonso aos jornalistas presentes no paddock. “Quando ele está na pista, é meticuloso a analisar o feedback dos pilotos e procura perceber exactamente o que se passa em cada curva.”

Alonso deixou claro o impacto positivo da presença de Newey: “Acho que ele está sempre a pensar à frente, a antecipar o que o novo pacote poderá trazer e a tentar resolver os problemas específicos que estamos a viver, não só aqui, mas também a pensar já em Singapura, nos próximos circuitos urbanos, e no que pode ser feito.” Para o espanhol, não restam dúvidas: “Temos o melhor connosco. Quanto mais tempo passarmos com ele na pista, melhor será para a equipa e para o desenvolvimento do carro.”

A Aston Martin tem enfrentado ainda dores de crescimento com a sua nova caixa de velocidades, desenvolvida de raiz para 2026, e a falta de grandes evoluções no AMR26 ao longo das primeiras sete rondas tem limitado o potencial do monolugar. A prioridade tem sido corrigir as falhas de base e garantir a fiabilidade da unidade motriz Honda, sem arriscar actualizações profundas enquanto o chassis continua vulnerável.

Com o campeonato a encaminhar-se para o seu terço intermédio, a Aston Martin prepara-se agora para o Grande Prémio da Áustria, no Red Bull Ring, já no próximo fim-de-semana. A pressão mantém-se máxima sobre os engenheiros e pilotos, com Alonso a manter-se optimista quanto às melhorias que Newey poderá implementar. Qualquer progresso poderá ser crucial para evitar a queda para o último lugar no campeonato de construtores e para devolver a Alonso e Stroll a oportunidade de lutar consistentemente pelos pontos.

O foco passa agora para a Áustria, onde a Aston Martin terá de mostrar serviço para justificar a aposta em Newey e responder às expectativas de uma estrutura que começou o novo ciclo da Fórmula 1 com ambições elevadas, mas que tarda em encontrar o caminho de volta ao topo.

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