Christian Horner poderá estar a preparar um regresso surpreendente à Fórmula 1, desta vez com uma nova missão: ajudar uma gigante chinesa do automóvel a entrar no Mundial como a 12.ª equipa no grid. Depois de ter sido afastado da liderança da Red Bull em julho de 2025, após duas décadas no cargo e um impressionante palmarés composto por oito títulos de pilotos e seis de construtores, Horner continua a ser uma referência incontornável na categoria rainha do automobilismo.
Desde então, o britânico tem procurado um papel que lhe permita voltar a assumir responsabilidades na gestão de uma equipa, razão pela qual o seu nome tem sido associado a possíveis cargos em estruturas como a Alpine e a Haas. No entanto, o seu histórico de sucesso com equipas jovens — tendo conquistado um campeonato apenas seis anos após a criação da Red Bull — tem levado a que seja também considerado um trunfo essencial para quem pretende entrar na Fórmula 1.
É precisamente este o caso da BYD, uma das maiores fabricantes automóveis chinesas, que poderá estar a preparar uma candidatura para se tornar a próxima equipa a competir no Mundial. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, já afirmou publicamente o interesse da Fórmula 1 em integrar uma marca chinesa, numa estratégia para expandir o desporto no mercado asiático. A vice-presidente da BYD, Stella Li, confirmou que tem mantido contactos regulares com Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, revelando a sua paixão pela modalidade: “Gosto da Fórmula 1 porque é feita de paixão e cultura, e as pessoas sonham estar na Fórmula 1.”
Mais recentemente, surgem notícias de que Stella Li terá também estabelecido conversações com Christian Horner, numa tentativa de o trazer para o projecto da BYD. A experiência do antigo chefe da Red Bull é vista como fundamental para ultrapassar os desafios políticos e comerciais que têm bloqueado outras tentativas de entrada no Mundial, como as de Cadillac e Andretti Global.
Com uma capitalização de mercado de 125 mil milhões de dólares, a BYD é uma potência global, especialmente no segmento dos veículos elétricos, onde é líder mundial nas vendas. A sua presença na Fórmula 1 é particularmente interessante tendo em conta que os motores actuais não são 100% eléctricos, ao contrário da Fórmula E, dado que combinam tecnologia híbrida. Contudo, a possível mudança da Fórmula 1 para motores V8 alimentados por combustíveis sustentáveis poderá representar um obstáculo para a BYD, cuja aposta principal continua a ser a mobilidade elétrica.
Christian Horner mantém uma relação positiva com Stefano Domenicali e Mohammed Ben Sulayem, o que poderá revelar-se decisivo para facilitar as negociações e garantir o sucesso da entrada da BYD, caso decida juntar-se ao projecto. Com a sua vasta experiência e conhecimento do paddock, Horner pode ser a figura-chave para concretizar este ambicioso plano e marcar uma nova era para a Fórmula 1.
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