A chegada de Sergio Pérez à Cadillac está a causar ondas positivas no mundo da Fórmula 1, especialmente após um período conturbado na Red Bull. Graeme Lowdon, diretor da Cadillac, elogiou a atitude e o impacto do piloto mexicano desde o seu regresso à competição, destacando a sua resiliência e paixão pela modalidade.
Depois de 14 temporadas e 281 Grandes Prémios, Pérez terminou a sua ligação à Red Bull no final de 2024, numa época marcada por dificuldades, onde apenas somou 49 pontos nas últimas 18 provas, apesar de um início razoavelmente promissor nas seis primeiras corridas. A Cadillac, que fez a sua estreia no Mundial com um plantel experiente composto por Pérez e Valtteri Bottas — este último afastado da competição activa durante um ano, mas ainda presente no paddock como piloto reserva da Mercedes — assumiu o desafio de imediato.
Apesar das dificuldades naturais de uma equipa estreante, a Cadillac surpreendeu ao não ficar tão atrás como muitos antecipavam. Após cinco Grandes Prémios, ainda sem pontos, a equipa já ultrapassava a Aston Martin no campeonato de construtores, graças ao 13.º lugar de Bottas no GP da China, frente aos 15.ºs lugares de Fernando Alonso e Lance Stroll em Miami e Canadá, respetivamente.
Lowdon não poupou elogios a Pérez, sobretudo tendo em conta as circunstâncias do seu regresso: «Estou muito satisfeito pelo Checo porque teve um retorno bastante ousado ao desporto», afirmou o diretor da Cadillac. «Ele tirou um ano de pausa após uma saída muito mediática e esteve algum tempo afastado do paddock, pelo que se poderia perdoar que precisasse de algum tempo para voltar ao ritmo, mas ele entrou a todo o gás.»
Apesar de Bottas ter sido quem alcançou o melhor resultado da equipa até ao momento, a energia e o entusiasmo de Pérez são evidentes e contagiosos. «O interessante é que ele ainda não conseguiu o nosso melhor resultado. Foi o Valtteri a conseguir isso, e isso faz uma enorme diferença num campeonato», explicou Lowdon. «Mas gosto muito do entusiasmo do Checo pela corrida, pela essência pura da competição. Ele já saltou do carro algumas vezes, e nós estamos a lutar pelo 16.º, 17.º lugar ou algo do género, e ele parece que está a lutar por um pódio.»
Para Lowdon, é notório que Pérez valoriza o desafio de competir contra pilotos que respeita, algo que considera fantástico de observar: «Ele claramente aprecia muito o desafio de correr contra adversários que lhe merecem respeito, e isso é fantástico de ver, sem dúvida.»
Este regresso de Sergio Pérez à Fórmula 1 com a Cadillac é um exemplo de determinação e paixão pelo desporto, prometendo uma temporada de intensa luta e evolução, tanto para o mexicano como para a nova equipa norte-americana no Mundial.
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