Franco Colapinto voltou a dar nas vistas ao garantir mais um resultado nos pontos para a Alpine em Silverstone, após uma recuperação impressionante desde o 19.º lugar da grelha até ao nono posto final. O jovem argentino, que acumula já cinco resultados pontuáveis em nove rondas da temporada de 2026, continua sob avaliação apertada por parte da estrutura de Enstone, que definiu critérios claros para a sua permanência em Fórmula 1.
Com 18 pontos somados até ao momento, Colapinto destacou-se especialmente nas provas de Miami e Canadá, onde terminou em sétimo e sexto, respectivamente. O Grande Prémio da Grã-Bretanha voltou a demonstrar a sua capacidade de recuperação, ao conquistar o nono lugar numa corrida em que largou muito atrás. No entanto, apesar destes sinais positivos, a Alpine mantém-se cautelosa quanto ao futuro do piloto além de 2026, sublinhando que o desempenho consistente e a capacidade de extrair o máximo da máquina continuam a ser fundamentais para garantir um lugar na próxima época.
Steve Nielsen, director-geral da Alpine, abordou o tema do futuro de Colapinto na equipa para 2027, elogiando a evolução do piloto, mas deixando claro que ainda há muito para provar. “Bem, toda a gente quer mais”, referiu Nielsen, explicando: “Acho que o Franco tem sido um piloto que começa devagar, atrevo-me a dizer. Está a melhorar. Já fez algumas boas corridas este ano. Miami foi bom. A China foi boa. Está a evoluir. Por isso, acho que está aqui por mérito e, quando chegar a altura, tomaremos as decisões.”
Apesar dos progressos, Nielsen não esconde que a permanência de Colapinto dependerá exclusivamente do seu desempenho face à concorrência interna e à exigência da Fórmula 1. “Se for suficientemente bom, fica, e se não for, então há uma opção melhor. Isto é Fórmula 1”, rematou o responsável da Alpine, sublinhando a natureza competitiva e implacável do desporto.
Um dos principais pontos críticos apontados à prestação de Colapinto na época anterior foi a dificuldade em extrair todo o potencial do monolugar, sobretudo em comparação com Pierre Gasly, seu colega de equipa. Contudo, nesta temporada, Nielsen destaca que o argentino tem conseguido igualar – e em algumas ocasiões superar – o francês em pista. “Acho que a sua consistência, principalmente nas corridas, está muito melhor do que estava e a sua capacidade para acompanhar o Pierre”, explicou Nielsen. “Já o fez um pouco no ano passado, mas o nosso carro era tão mau que era difícil separar o trigo do joio. Mas este ano, já houve algumas ocasiões em que esteve ao nível do Pierre e isso é bom de ver.”
De olhos postos na próxima ronda em Spa-Francorchamps, Colapinto procura dar continuidade ao bom momento e garantir resultados consecutivos no top 10, consolidando a sua posição e mostrando à Alpine que merece continuar entre a elite da Fórmula 1.
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