Adeptos preferem Verstappen na Mercedes após época decepcionante na Red Bull
SUZUKA, JAPAN - MARCH 29: Max Verstappen of the Netherlands and Oracle Red Bull Racing looks on on the grid during the F1 Grand Prix of Japan at Suzuka Circuit on March 29, 2026 in Suzuka, Japan. (Photo by Mark Thompson/Getty Images) // Getty Images / Red Bull Content Pool // SI202603290439 // Usage for editorial use only //
Max Verstappen enfrenta um dos momentos mais desafiantes da sua carreira, encontrando-se actualmente no sétimo lugar do campeonato, já a 103 pontos do líder após apenas nove provas. Este cenário está longe das expectativas, tanto para o piloto holandês como para a Red Bull, que vê assim o seu domínio seriamente ameaçado.
De acordo com uma sondagem promovida pela RacingNews365, apenas 30,4% dos adeptos acreditam que Verstappen deve permanecer na Red Bull em 2027. Curiosamente, a maioria dos votantes – 34,3% – gostaria de o ver transferido para a Mercedes. Outros 13,5% preferiam vê-lo na McLaren, enquanto 21,8% sugerem mesmo que Verstappen abandone a Fórmula 1 e se dedique ao endurance. Estes resultados ilustram o descontentamento crescente com a actual situação do campeão mundial, que na presente época conta já com três abandonos, apenas dois pódios e nenhuma vitória.
A frustração de Verstappen tem sido notória, sobretudo no Grande Prémio da Grã-Bretanha, onde teve de abandonar após sair de pista em Stowe. No rádio da equipa, o desânimo foi evidente: “Muito subviragem nas curvas rápidas”, comunicou ao muro das boxes, acrescentando depois: “Não consigo deixar o carro assim tão desequilibrado.” A tensão subiu de tom quando desabafou: “Estou bloqueado, pá, que se lixe este carro, inacreditável.” Antes do Grande Prémio da Áustria, onde conquistou o segundo lugar atrás de George Russell, Verstappen voltou a criticar o desempenho da Red Bull, descrevendo o monolugar como “simplesmente demasiado lento” e apontando para “áreas claras onde precisamos de melhorar”. Apesar desse resultado, o melhor da temporada, o holandês manteve o alerta: a equipa tem “demasiados problemas” para lutar pelo título de 2026.
Em termos contratuais, a situação de Verstappen tornou-se ainda mais delicada. O contrato com a Red Bull, válido até ao final de 2028, inclui uma cláusula de saída relacionada com o desempenho e a posição no campeonato aquando da pausa de verão. Com Verstappen fora dos dois primeiros lugares, essa cláusula foi activada, abrindo a possibilidade de saída antecipada. Contudo, as opções reais do piloto são mais limitadas do que os adeptos gostariam de acreditar.
A Mercedes, apontada pelos fãs como o destino ideal, já afastou publicamente a hipótese de contratar Verstappen para 2027. Toto Wolff, chefe de equipa, foi categórico: “Não queremos mudar nada. Já dissemos isso ao George e penso que é um alinhamento que nos convém. Estou muito satisfeito com os dois.” Esta confiança é sustentada pelos resultados actuais: Kimi Antonelli lidera o campeonato com 179 pontos, seguido de perto por George Russell, com 154. Na McLaren, Zak Brown também garantiu que está satisfeito com Lando Norris e Oscar Piastri, enquanto na Ferrari os lugares estão ocupados por Lewis Hamilton e Charles Leclerc, recentemente renovado.
Assim, apesar do desejo dos adeptos de ver Verstappen noutra equipa ou até fora da Fórmula 1, a realidade do paddock mostra que as portas das grandes equipas permanecem fechadas. O futuro imediato do campeão holandês continua envolto em incerteza, com poucas alternativas viáveis à vista para 2027.
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AutoGear · 3412 artigos
Assinatura da redação do AutoGear, usada no acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel. A produção destes textos é apoiada por ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante.
A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.