Tribunal internacional decide futuro do pódio de Pierre Gasly em mónaco

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Pierre Gasly viu o seu pódio no Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1 ser envolvido numa das polémicas mais marcantes da temporada, com McLaren e Red Bull a avançarem para o Tribunal Internacional de Apelação da FIA. A contestação surge após os comissários terem decidido reintegrar o piloto francês da Alpine na terceira posição, apesar de uma penalização por excesso de velocidade na via das boxes, decisão que agora poderá ter repercussões significativas no campeonato.

Na corrida disputada no icónico traçado citadino do Mónaco, Gasly cortou a meta em terceiro lugar, atrás de Max Verstappen (Red Bull) e Lando Norris (McLaren), com uma diferença de apenas 0,382 segundos para o quarto classificado, Oscar Piastri. A polémica estalou quando, após a prova, os comissários atribuíram penalizações de cinco segundos a vários pilotos — entre eles Gasly — por terem ultrapassado o limite de velocidade nas boxes. Contudo, após recurso da Alpine, a penalização do francês foi anulada, devolvendo-lhe o pódio e relegando Piastri para fora do top-3.

Este desfecho teve impacto imediato na luta pelo campeonato de construtores, com a Alpine a somar pontos preciosos que lhe permitiram aproximar-se da Aston Martin. Para McLaren e Red Bull, a decisão levantou dúvidas sobre a consistência e transparência das regras aplicadas, não só por se tratar de um dos circuitos mais desafiantes do calendário, mas também pelo potencial efeito dominó para o resto da temporada. Se a decisão de anular a penalização a Gasly for revertida, McLaren poderá recuperar pontos importantes para a luta pelo terceiro lugar, enquanto Red Bull procura defender a liderança confortável no campeonato de pilotos e construtores.

Em declarações prestadas após a confirmação do pódio, Pierre Gasly mostrou-se aliviado: “Foi uma corrida muito difícil e sabia que tinha de evitar erros em cada detalhe. Quando ouvi falar da penalização, temi o pior, mas confiei que a equipa tinha razão no recurso. Este pódio é muito especial para mim e para todos na Alpine.” Por sua vez, Zak Brown, CEO da McLaren, manifestou publicamente a sua insatisfação com a decisão dos comissários: “Acreditamos que a regra foi clara e que todos devem ser tratados de forma igual. Por isso, decidimos avançar para o Tribunal de Apelação. O desfecho deste caso poderá definir o precedente para situações futuras.” Christian Horner, director da Red Bull, acrescentou: “Não se trata apenas da Red Bull ou da McLaren. A clareza das regras é fundamental para a credibilidade da Fórmula 1.”

O caso segue agora para o Tribunal Internacional de Apelação da FIA, com uma audiência prevista para as próximas semanas. As equipas aguardam uma decisão antes do Grande Prémio do Canadá, onde eventuais alterações à classificação do Mónaco poderão já estar reflectidas na tabela de pontos. Uma reversão da decisão poderá alterar não só o top-3 da corrida monegasca, mas também a dinâmica da luta pelo campeonato entre McLaren, Alpine e Aston Martin. A pressão aumenta sobre a FIA para garantir uma resposta célere e inequívoca, numa altura em que o campeonato de 2024 se revela mais competitivo do que nunca.

Com o calendário a avançar rapidamente, todas as atenções estão agora viradas para Montreal, onde pilotos e equipas pretendem clarificar a situação antes de voltarem à pista. Se Gasly perder o pódio, Alpine verá o seu impulso comprometido, enquanto Piastri poderá ganhar o seu primeiro pódio da carreira. Já Red Bull e McLaren procuram não apenas justiça desportiva, mas também consolidar as suas posições numa época em que cada ponto pode fazer a diferença. O desfecho do caso Gasly promete marcar a segunda metade da temporada e poderá ter implicações duradouras na forma como a Fórmula 1 gere os regulamentos e os recursos das equipas.

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