Honda alerta Aston Martin sobre actualização do motor após encontro em barcelona

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O ambiente esteve ao rubro no Grande Prémio de Barcelona-Catalunha, onde a Aston Martin Honda, após um início de temporada atribulado, lançou as bases para um novo impulso no Mundial de Fórmula 1. Apesar dos resultados modestos na pista, o encontro entre elementos das duas estruturas, realizado nos bastidores do circuito, marcou um momento-chave de união e renovada ambição, precisamente quando se aproxima uma aguardada evolução no motor Honda.

Na prova catalã, realizada no traçado de Montmeló, a Aston Martin voltou a sentir dificuldades em acompanhar o ritmo dos principais rivais, terminando fora dos lugares de destaque. Lance Stroll foi o melhor classificado da equipa britânica, cruzando a linha de meta no 9.º lugar, enquanto Fernando Alonso, perante o público espanhol, não foi além do 12.º posto. O vencedor da corrida, Max Verstappen (Red Bull), dominou do início ao fim, completando as 66 voltas em 1h28m15,234s, com Lando Norris (McLaren) a apenas 2,2 segundos, e Lewis Hamilton (Mercedes) a fechar o pódio. Apesar do contraste de resultados, o foco da Aston Martin estava já virado para o futuro imediato e para a prometida atualização técnica da unidade motriz Honda.

A Honda prepara-se para introduzir o seu primeiro grande pacote de melhorias ao nível do motor de combustão interna, aproveitando o checkpoint de ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities) definido pela FIA para 2024. Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, abordou as expectativas face a este novo ciclo. “Estamos a crescer em conjunto com a Aston Martin, mas é importante mantermos os pés assentes na terra. A primeira atualização vai trazer ganhos, mas não será uma revolução imediata. O caminho é de progresso sustentado, e estamos confiantes de que cada passo será sentido na pista”, afirmou o responsável nipónico após o encontro de trabalho em Barcelona.

A reunião entre as equipas técnicas da Aston Martin e da Honda teve lugar no paddock do Grande Prémio, num ambiente descrito como “positivo e determinado”, após um fim-de-semana que ficou aquém das ambições. Mike Krack, chefe de equipa da Aston Martin, sublinhou: “Este tipo de encontros reforça o espírito de colaboração e confiança. Sabemos que temos desafios pela frente, mas estamos mais unidos do que nunca para devolver a Aston Martin aos pódios.” Watanabe acrescentou ainda, numa nota de otimismo: “Com a resolução dos problemas de vibração que nos limitaram nas primeiras corridas, podemos agora focar-nos em extrair o máximo da próxima evolução do motor.”

No plano do campeonato, a Aston Martin perdeu terreno para McLaren e Mercedes na luta pelos lugares de topo, ocupando actualmente a 5.ª posição no Mundial de Construtores, com 63 pontos, a 27 da Mercedes e já a 71 da McLaren. Fernando Alonso, que soma 41 pontos, reconheceu: “Temos pela frente um desafio duro, mas a equipa está motivada. Com as próximas evoluções, espero que possamos regressar aos lugares que ambicionamos.” Esta fase de transição é vital para o projecto Aston Martin Honda, sobretudo tendo em conta o horizonte de 2026, ano em que se espera a entrada em pleno da nova parceria técnica no contexto dos regulamentos renovados.

O próximo desafio será o Grande Prémio da Áustria, no Red Bull Ring, pista com caraterísticas muito distintas de Barcelona, onde a eficiência do motor e a tração à saída das curvas lentas serão postas à prova. A expectativa é de que a primeira fase da atualização Honda já esteja disponível, pelo menos parcialmente, na ronda austríaca, o que poderá trazer uma melhoria decisiva face à concorrência directa. Caso as previsões se confirmem, a Aston Martin poderá reentrar na luta pelo top-5 e relançar o seu programa com vista à segunda metade da época.

Em suma, depois de um início de campeonato aquém das expectativas, a Aston Martin Honda aposta na aliança reforçada e nas novas evoluções técnicas para inverter o ciclo e relançar-se na luta pelos lugares de destaque da Fórmula 1. A gestão das expectativas, o trabalho de bastidores e o foco no desenvolvimento podem ser as chaves para que a equipa britânica volte a surpreender já nas próximas provas.

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