Oliver Rowland assume erro após acidente inesperado no e-prix de sanya

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Oliver Rowland protagonizou o momento mais dramático do E-Prix de Sanya, ao abandonar a corrida após um erro invulgar numa altura em que tinha vantagem energética e estava a lutar pelos lugares da frente. O piloto da Nissan, que chegou a liderar e parecia encaminhar-se para um resultado de topo, viu todas as aspirações por água abaixo na sequência de um toque nas barreiras na Curva 4, assumindo por completo a responsabilidade pelo desfecho inesperado.

A prova, disputada no circuito citadino da ilha de Hainan, foi marcada pelo caos e múltiplos incidentes, incluindo uma interrupção com bandeira vermelha. Rowland esteve envolvido em vários toques, nomeadamente com Sébastien Buemi à saída da curva da hairpin, e mesmo assim conseguiu manter-se entre os dez primeiros durante grande parte da corrida. No entanto, na fase decisiva, quando ocupava a sexta posição e dispunha de mais energia disponível do que a maioria dos rivais – nomeadamente Pascal Wehrlein, que já tinha consumido em excesso durante o Attack Mode –, o britânico arriscou uma travagem tardia para tentar ultrapassar e acabou por embater nas protecções, pondo fim à sua participação. O vencedor do E-Prix de Sanya foi António Félix da Costa, com Jean-Éric Vergne e Nick Cassidy a completarem o pódio. Mitch Evans, líder do campeonato, também ficou em branco, permitindo que Rowland mantivesse a diferença de 19 pontos na luta pelo título.

Este resultado agita ainda mais o Campeonato do Mundo de Fórmula E, que regressou a Sanya pela primeira vez desde 2019. A rivalidade na frente do campeonato acentua-se, com Rowland a manter-se na perseguição a Evans e Félix da Costa a ganhar novo fôlego depois da vitória e do pódio em solo chinês. O britânico, campeão em título, viu o seu erro custar-lhe pontos preciosos, mas escapou a danos maiores na classificação graças ao infortúnio dos principais adversários. Além disso, a corrida ficou marcada por decisões estratégicas arriscadas em torno da gestão de energia, que acabaram por definir o desfecho.

No final da corrida, Rowland não escondeu a frustração e assumiu sem rodeios a responsabilidade pelo acidente. “A corrida estava a correr bastante bem”, afirmou o piloto da Nissan logo após abandonar a prova. “A dada altura fiquei um pouco frustrado. Houve alguma falta de comunicação e depois a culpa foi minha. Travei demasiado tarde. Sabia que o Pascal [Wehrlein] já não tinha energia, queria ultrapassá-lo rapidamente e achei que tinha mais do que os outros pilotos que tinham gasto demasiado durante o Attack Mode. Eles foram um pouco optimistas, mas eu fui demasiado optimista. Por vezes resulta, desta vez não resultou. A culpa é minha.”

Questionado sobre a dificuldade em manter a calma perante tantos incidentes em pista, Rowland explicou: “É realmente complicado manter a calma. Acho que isso é o mais difícil. É fácil ficar frustrado e houve momentos na corrida em que isso aconteceu, mas tenho vindo a recuperar mais rapidamente desse tipo de situações. Na verdade, o acidente no final resultou mais da frustração pelo resultado do que pelos toques. A certa altura pensei que estava a lutar com o da Costa pela vitória e que ele tinha uma penalização de cinco segundos. Depois percebi que estava em sexto ou sétimo e não percebia o que se estava a passar. Portanto, sim, não foi suficientemente bom da minha parte.”

Com o campeonato a entrar na fase decisiva, a próxima ronda será crucial para todos os candidatos ao título. O paddock da Fórmula E ruma agora a Portland, nos Estados Unidos, onde Rowland terá oportunidade de se redimir e voltar a pressionar Mitch Evans, que apesar de ter saído de Sanya sem pontuar, continua líder. António Félix da Costa, impulsionado pelo triunfo, volta a entrar nas contas do campeonato e promete animar a recta final da temporada. Para a Nissan, o objectivo passa por evitar erros estratégicos e maximizar o potencial energético já demonstrado. A luta pelo título está ao rubro, com cada ponto a revelar-se determinante na consagração final.

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