Liam Lawson desmente saída da Red Bull por fragilidade mental

Outras Notícias

Nico Hülkenberg revela a sua longa relação com Max Verstappen

Nico Hülkenberg revelou uma relação de longa data com...

Max Verstappen revela conversas semanais com christian horner

Max Verstappen revelou que mantém contacto frequente com Christian...

Andrea Stella da McLaren admite que defesa do título está em risco

Andrea Stella, director da McLaren, revelou a “maldição” da...

Partilhar

Liam Lawson viu-se afastado abruptamente da Red Bull após apenas dois fins-de-semana de corrida em 2025, uma decisão que gerou grande polémica e especulação no paddock da Fórmula 1. O jovem neozelandês rejeitou de forma contundente a narrativa pública de que a sua saída se deveu a alegadas fragilidades psicológicas, garantindo que esta versão dos acontecimentos é totalmente falsa e não corresponde à realidade vivida dentro da equipa.

Lawson, que alinhou ao lado do tetracampeão Max Verstappen, enfrentou uma estreia atribulada na Red Bull, com a sua participação limitada ao Grande Prémio da Austrália e ao Grande Prémio da China. Em Melbourne, problemas no motor privaram-no de rodar na terceira sessão de treinos livres, impedindo-o de realizar qualquer simulação com pneus macios antes da qualificação. O resultado foi uma eliminação precoce na Q1, onde ficou a três décimos do tempo de Verstappen, diferença que, dada a competitividade extrema do pelotão, o colocou fora do top-15. Já na China, uma prova disputada em formato sprint num circuito totalmente novo para Lawson, a estratégia da equipa passou por uma alteração radical da afinação do monolugar, levando-o a partir da via das boxes. No entanto, o “tiro no escuro” revelou-se um desastre: o Red Bull ficou praticamente inguiável, com desgaste excessivo dos pneus dianteiros e um ritmo de corrida incapaz de permitir qualquer recuperação.

O próprio piloto explicou, no podcast “High Performance”, que a falta de preparação foi o factor determinante para o insucesso: “Tentei ao máximo não deixar que me afectasse, até cheguei a fingir que nunca tinha acontecido. Passei lá duas corridas e tudo foi tão surreal que decidi simplesmente ignorar. Se analisar aquelas duas corridas, podia sempre ter feito melhor, mas a verdade é que tivemos praticamente zero testes. Fiz meio dia antes do início da época e, mesmo assim, o teste no Bahrein foi muito comprometido por problemas no carro. Entrei no fim-de-semana completamente impreparado”, confessou Lawson.

No que toca à experiência na China, Lawson revelou que a decisão de mudar radicalmente a afinação foi consensual dentro da equipa: “Falámos sobre tentar algo verdadeiramente arrojado no carro, para me dar mais conforto e porque, naquela altura, ninguém estava satisfeito com o comportamento do monolugar. O Max também se queixava. Trocámos ideias no sábado à noite e concordámos em alterar tudo, começar da via das boxes e experimentar algo extremo, que normalmente nunca faríamos num fim-de-semana de corrida”.

O resultado, porém, foi desastroso: “Corri com essa afinação. Foi horrível para esta corrida. O carro era tão difícil de conduzir que destruiu os pneus e arruinou completamente o ritmo de prova”, admitiu o neozelandês.

Após o Grande Prémio da China, a Red Bull comunicou-lhe que regressaria à Racing Bulls para o Grande Prémio do Japão, decisão que Lawson sentiu como injusta e fundamentada em argumentos frágeis: “Esta prestação [na China] foi usada contra mim, o que, tendo em conta que foram apenas duas corridas, em dois circuitos onde nunca tinha competido, numa época tão competitiva, não aceito. Não me podem julgar por isso. É um desporto de equipa, todos trabalham em conjunto. Não foi isso que senti naquele momento”.

Lawson rejeitou categoricamente a tese de que teria sido afastado para sua proteção face à pressão do lugar: “Tudo foi transmitido como se eu estivesse a ter dificuldades mentais e que estavam a proteger-me, mas isso não podia estar mais longe da verdade”, afirmou, desmontando assim a ideia de fragilidade psicológica.

Este episódio deixa a Red Bull sob escrutínio quanto à gestão dos seus jovens talentos, ao mesmo tempo que relança o debate sobre os critérios de avaliação e as oportunidades dadas aos pilotos recém-chegados à estrutura principal. Para Lawson, a prioridade passa agora por se afirmar na Racing Bulls e mostrar, nas próximas rondas do campeonato, que merece nova oportunidade num dos lugares mais cobiçados da grelha.

Com o campeonato a avançar para o Grande Prémio do Japão, as atenções voltam-se para a evolução do plantel da Red Bull e para a resposta competitiva de Lawson. Cada ponto e cada desempenho nas próximas provas serão determinantes para o futuro do neozelandês na Fórmula 1, num contexto em que a pressão e a exigência batem recordes, e onde uma simples diferença de três décimos pode ditar a continuidade ou a saída de um piloto no topo do automobilismo mundial.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)