Norris alerta para ritmo preocupante da McLaren apesar do quarto lugar em Silverstone

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Lando Norris terminou o Grande Prémio da Grã-Bretanha com um sólido quarto lugar, mas descreveu o ritmo da McLaren como “bastante chocante”, sublinhando que a equipa tem “imenso a melhorar”. Passado um ano sobre o pódio duplo em Silverstone, os campeões do mundo em título foram, de forma consistente, o quarto carro mais rápido do fim de semana, atrás de Mercedes, Ferrari e Red Bull.

Apesar das dificuldades, Norris assegurou o terceiro posto na Sprint de sábado e garantiu o quarto lugar na corrida principal de domingo, beneficiando dos problemas tardios de Kimi Antonelli e Max Verstappen. Oscar Piastri, por sua vez, terminou em 11.º, depois de ter de parar nas boxes para reparar danos provocados por um toque com Liam Lawson, da Racing Bulls, logo na primeira volta.

A diferença para os rivais directos ficou bem evidente. A McLaren encontra-se agora a 154 pontos da líder Mercedes no Campeonato de Construtores, enquanto Norris vê o bicampeonato cada vez mais distante, estando 82 pontos atrás de Antonelli, apesar das duas recentes provas menos conseguidas do líder do campeonato. Piastri segue a 15 pontos de Norris.

Em declarações à Sky Sports F1 após a corrida, Norris não escondeu a frustração: “Os resultados têm sido impressionantes – estou satisfeito com o terceiro lugar na Sprint e o quarto no Grande Prémio. No entanto, o ritmo foi bastante chocante. Não estou nada satisfeito com o carro e com o seu comportamento. Isto ainda me deixa mais contente por termos terminado em quarto, porque conseguimos evitar problemas, não cometemos erros e a fiabilidade foi boa. Portanto, os aspectos importantes estiveram lá, mas o carro foi simplesmente muito difícil de conduzir. Temos imenso a melhorar.”

O chefe de equipa, Andrea Stella, reforçou a análise de Norris ao admitir o défice significativo para os adversários. “No geral, a corrida confirmou que o nosso desempenho estava em linha com a qualificação”, afirmou Stella. “Ainda existe uma diferença considerável para Ferrari e Mercedes, provavelmente na ordem de meio segundo. Acho que com a Red Bull estivemos mais próximos. O Lando passou muito tempo atrás do Hadjar, o que foi uma pena. Caso contrário, poderia ter estado mais perto dos líderes. Mas, sem dúvida, há trabalho a fazer e penso que esta diferença ronda o meio segundo.”

Stella apontou ainda razões para o atraso da McLaren, nomeadamente o desfasamento no calendário de melhorias: “O facto de estarmos fora de sincronia com as actualizações é provavelmente o maior factor. Vemos que cada melhoria traz cerca de três décimos por volta. Apesar disso, não seria suficiente para colmatar a diferença para a Ferrari e a Mercedes, que ronda o meio segundo, mas ajudaria bastante.” O responsável destacou também as condições de baixa aderência em Silverstone e a imprevisibilidade do vento como obstáculos adicionais, sublinhando que “há potencial para tirar mais partido da unidade motriz disponível”.

A próxima etapa do Mundial de Fórmula 1 será o Grande Prémio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, de 17 a 19 de Julho. A McLaren procura agora respostas rápidas para encurtar a distância para os rivais e recuperar terreno nas contas do campeonato.

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