McLaren apela a mudanças na F1 após declarações de Verstappen

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Andrea Stella, director da McLaren, lançou um apelo firme aos fabricantes de unidades de potência que, segundo indicações, estarão a bloquear as alterações propostas para as regras da Fórmula 1 em 2027. O responsável italiano defende que a mudança para uma divisão 60/40 entre potência do motor térmico e do sistema elétrico — em vez dos atuais 50/50 — será decisiva para melhorar a competição e evitar que “todos percam”, referiu.

Inicialmente, as propostas da FIA pareciam caminhar para uma aprovação tranquila. No entanto, nas últimas semanas, houve um claro impasse: Ferrari e Audi mostraram-se contra a alteração, enquanto Mercedes HPP, Red Bull Powertrains e Honda apoiam-na. Para que a proposta seja aprovada no Comité Consultivo das Unidades de Potência, é necessário o voto favorável de pelo menos quatro dos cinco fabricantes, além da FIA e da própria Fórmula 1.

Durante o fim de semana do Grande Prémio do Canadá, o tema ganhou destaque nas conversas do paddock. Max Verstappen, piloto da Red Bull, expressou a sua preocupação com o bloqueio, afirmando que manter a Fórmula 1 sem esta alteração “mentalmente não é viável” para si. Questionado pelos media, incluindo o RacingNews365, sobre estas declarações, Andrea Stella reiterou a sua posição: “Embora estejamos a adaptar-nos a esta Fórmula 1, e tenhamos feito alguns progressos com ajustes ao hardware atual, na minha opinião, é necessária uma mudança mais profunda no hardware.”

O italiano explicou que a proposta da FIA não se resume apenas à alteração da divisão para 60/40, mas inclui um pacote complexo que implica aumentar a potência do motor térmico através do fluxo de combustível, redistribuir a potência elétrica entre recolha e utilização, além de alterar a capacidade das baterias. “Tudo isto fará a Fórmula 1 melhor”, sublinhou, acrescentando que “este é um interesse geral que deve prevalecer sobre interesses particulares, porque se não tivermos um desporto forte e não preservarmos o valor da Fórmula 1, todos perderão.”

Stella destacou que a mudança na divisão da potência entre os dois componentes principais da unidade de potência poderá corrigir várias das limitações que têm marcado as primeiras corridas da atual era da Fórmula 1, bastante criticadas pelos pilotos. “Espero que as conversas em curso conduzam a um acordo que permita implementar este 60/40 — embora, como digo, seja mais complexo do que isso — para 2027. Seria uma solução para os problemas fundamentais do hardware que utilizamos atualmente.”

Com esta intervenção, McLaren reforça a pressão para uma evolução técnica que promete tornar a Fórmula 1 mais emocionante e sustentável, esperando que o diálogo entre fabricantes destrave um impasse que pode condicionar o futuro imediato da modalidade. O desfecho deste debate será decisivo para a próxima geração de monolugares e para o equilíbrio competitivo da temporada 2027.

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