Max Verstappen não perdeu tempo a recordar a todos a sua qualidade, ao liderar a primeira sessão de treinos livres do Grande Prémio da Bélgica, no regresso da Fórmula 1 ao lendário circuito de Spa-Francorchamps. Num dos traçados mais icónicos e exigentes de todo o calendário, o piloto da Red Bull estabeleceu a referência inicial com uma volta em 1:47.069, terminando no topo da tabela de tempos nas Ardenas.
Para Verstappen, que atravessa uma série de corridas difíceis, terminar a FP1 na liderança num circuito onde já conquistou tantos sucessos representa um importante impulso. O neerlandês foi o mais rápido apesar de terminar a sessão nas boxes, com o seu melhor tempo a revelar-se suficiente para resistir ao forte desafio lançado pela Ferrari.
Lewis Hamilton terminou em segundo pela Ferrari com 1:47.215, confirmando o bom momento de forma que o sete vezes campeão do mundo tem demonstrado nas últimas corridas, enquanto Charles Leclerc colocou o segundo Ferrari na terceira posição com 1:47.277. Isack Hadjar deu continuidade à excelente temporada que está a realizar ao alcançar um impressionante quarto lugar pela Red Bull com 1:47.322, à frente de Oscar Piastri, quinto classificado pela McLaren.
O líder do campeonato, Kimi Antonelli, foi sexto pela Mercedes com 1:47.602, numa sessão em que o jovem piloto optou por uma abordagem mais discreta. Lando Norris terminou em sétimo pela McLaren e George Russell em oitavo pela Mercedes. Alexander Lindblad foi nono e Gabriel Bortoleto décimo, completando o top 10 de uma sessão marcada pelo grande equilíbrio.
Liam Lawson terminou em décimo primeiro, Nico Hülkenberg em décimo segundo, Oliver Bearman em décimo terceiro, Alex Albon em décimo quarto e Franco Colapinto em décimo quinto. Esteban Ocon foi décimo sexto, Pierre Gasly décimo sétimo, Valtteri Bottas décimo oitavo, Sergio Pérez décimo nono e Carlos Sainz vigésimo. Lance Stroll terminou em vigésimo primeiro, enquanto Fernando Alonso não conseguiu completar qualquer volta cronometrada representativa, encerrando a sessão sem registar um tempo.
As comunicações da Direção de Corrida refletiram bem a exigência de Spa, com vários tempos anulados devido a infrações aos limites de pista ao longo da sessão. Alex Albon, Oscar Piastri, Nico Hülkenberg e George Russell viram voltas eliminadas, sendo que os casos de Russell e Hülkenberg ocorreram sob bandeiras amarelas duplas na Curva 5, onde um período de bandeiras amarelas condicionou a atividade em pista. A telemetria registou Verstappen a atingir 182 km/h em quinta velocidade enquanto guiava o seu Red Bull pelas rápidas curvas que fazem de Spa um dos circuitos mais desafiantes e admirados do calendário.
As condições mantiveram-se secas durante toda a sessão, embora o conhecido microclima imprevisível de Spa continue a obrigar as equipas a manterem-se em alerta num circuito onde o estado do tempo pode mudar radicalmente de um setor para outro. Para já, a pista permaneceu em boas condições, permitindo aos pilotos ganharem ritmo e recolherem dados importantes para um fim de semana que promete muita velocidade e emoção.
Para Verstappen, terminar a FP1 na liderança em Spa representa precisamente o tipo de resposta de que precisava. Depois de um período recente mais complicado, o circuito onde construiu alguns dos momentos mais marcantes da sua carreira voltou a proporcionar-lhe um arranque positivo. A Ferrari mantém-se muito próxima, Antonelli continua líder do campeonato e permanece uma ameaça constante, e o desafio único de Spa-Francorchamps promete oferecer um Grande Prémio da Bélgica extremamente competitivo. Mas, nesta sexta-feira, a primeira palavra pertenceu a Max Verstappen.
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