Manthey lidera defesa da porsche nas 24 Horas de Le Mans

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O regresso da Manthey Racing à linha da frente da Porsche nas 24 Horas de Le Mans assume particular destaque este ano, numa prova em que a histórica marca alemã apresenta uma representação reduzida em relação a edições anteriores. Apesar do número mais limitado de viaturas inscritas, a responsabilidade da Manthey, reconhecida pela sua vasta experiência e palmarés invejável, ganha ainda maior relevo, pois a equipa assume a missão de liderar o assalto da Porsche ao pódio de La Sarthe. Ambas as máquinas oficiais vão exibir decorações especiais, celebrando não só o 75.º aniversário da Porsche Motorsport, mas também a proximidade do 30.º aniversário da própria Manthey, que se assinalará em 2026.

Na edição deste ano do mítico Grande Prémio de resistência, disputado no Circuito de La Sarthe, a Manthey Racing inscreve dois Porsche 911 RSR-19 na classe GTE Am, confiando o #92 a uma formação composta por pilotos de fábrica e talentos emergentes: Kevin Estre, Michael Christensen e Laurens Vanthoor. O #91 ficará entregue a um trio igualmente experiente, com Gianmaria Bruni, Richard Lietz e Frédéric Makowiecki. O objetivo é claro: repetir (ou superar) os sucessos anteriores e lutar pela vitória na categoria, mesmo perante uma concorrência cada vez mais forte de outras marcas e equipas privadas. Os tempos de volta nas sessões de qualificação evidenciaram o equilíbrio entre os candidatos ao triunfo, com o melhor Porsche Manthey a rodar em 3m50,212s, apenas a 0,143s do tempo de referência da categoria.

A importância desta participação para a Porsche não poderia ser maior: a marca de Estugarda, recordista absoluta de triunfos em Le Mans, procura reafirmar o seu estatuto face ao crescimento de rivais como Ferrari, Toyota e Corvette Racing, que apresentam programas cada vez mais robustos. A Manthey Racing, vencedora por quatro vezes em Le Mans na última década, surge assim como o estandarte dos esforços oficiais da Porsche, numa altura em que o construtor optou por reduzir o número de inscrições diretas, apostando numa estratégia de qualidade em detrimento da quantidade. Esta decisão coloca ainda mais pressão sobre os ombros da equipa germânica, determinada em não deixar escapar a oportunidade de assinalar ambos os aniversários com uma prestação memorável.

Após a sessão de qualificação, Andreas Seidl, responsável máximo do programa Porsche Motorsport, sublinhou: “A Manthey Racing é sinónimo de excelência e dedicação. Apesar de termos menos carros na grelha este ano, sabemos que estão totalmente preparados para defender as cores da Porsche. O nosso objetivo mantém-se – lutar pela vitória e homenagear os nossos 75 anos de história.” Kevin Estre, piloto do #92, reforçou a ambição do grupo: “Correr em Le Mans com estas cores especiais é um privilégio. Sabemos que a pressão é grande, mas estamos focados em dar o nosso melhor e levar a Porsche ao topo do pódio.” Por seu lado, Gianmaria Bruni, do #91, comentou: “A motivação nunca esteve tão alta. A Manthey é uma família e sentimos o peso da responsabilidade – queremos fazer história mais uma vez.”

Com a próxima ronda do Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) a disputar-se em Monza, os resultados obtidos em Le Mans poderão influenciar de forma decisiva as contas do título, sobretudo numa temporada onde cada ponto é disputado ao milímetro. Uma vitória ou pódio para a Manthey poderá relançar a Porsche na luta pelo campeonato de construtores, ao passo que uma prestação aquém das expectativas poderá deixar a marca alemã em posição delicada, obrigando a repensar a estratégia para as restantes provas do calendário. Neste contexto, a aposta da Manthey Racing em fiabilidade, estratégia de paragens e ritmo consistente será determinante para contrariar a superioridade numérica de alguns rivais, mantendo viva a tradição da Porsche em La Sarthe.

Num ano de efemérides e desafios redobrados, a Manthey Racing assume, sem margem para dúvidas, o papel de ponta-de-lança da Porsche nas 24 Horas de Le Mans. O desfecho da prova poderá não só coroar uma celebração histórica, como também definir o rumo da marca alemã no panorama do endurance internacional. O público português, atento ao desenrolar desta edição, terá certamente motivos de interesse acrescido para acompanhar o desempenho dos carros de Weissach e da estrutura germânica, que nunca escondeu a ambição de voltar a fazer história no circuito mais emblemático da resistência mundial.

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