James Vowles surpreendido com decisão sobre pódio de Gasly em mónaco

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Pierre Gasly recuperou o seu lugar no pódio do Grande Prémio do Mónaco após uma decisão polémica da FIA que continua a gerar fortes reacções no paddock da Fórmula 1. A Alpine apresentou um pedido de revisão relativamente à penalização por excesso de velocidade na via das boxes, tendo a FIA revogado posteriormente a penalização com base em novas provas apresentadas pela equipa francesa. Agora, a McLaren e a Red Bull ponderam avançar com um protesto formal contra a decisão, contando já com o apoio declarado de James Vowles, chefe de equipa da Williams.

No rescaldo da prova monegasca, Gasly garantiu o seu regresso ao pódio com a Alpine, depois de ver anulada uma penalização de tempo que lhe tinha sido aplicada por, alegadamente, exceder o limite de velocidade na via das boxes. O francês terminou a corrida na terceira posição, atrás de Max Verstappen (Red Bull) e Lando Norris (McLaren), mas viu o seu resultado ser colocado em dúvida após o protesto inicial. A FIA, após analisar dados inéditos apresentados pela Alpine, concluiu que Gasly não infringiu os limites regulamentares e restituiu-lhe o terceiro lugar, deixando a McLaren e a Red Bull insatisfeitas com o desfecho do processo. A Mercedes também revelou estar a consultar os seus advogados sobre o tema.

Esta situação tem impacto directo na luta pelo campeonato de construtores e de pilotos, uma vez que a atribuição do terceiro lugar a Gasly retirou pontos cruciais a Oscar Piastri (McLaren), que teria subido ao pódio caso a penalização se mantivesse. O resultado em Monte Carlo intensificou as rivalidades entre McLaren, Red Bull e Alpine, numa fase em que cada ponto conquistado pode ser decisivo para as contas finais do campeonato. Além disso, a decisão da FIA levanta dúvidas sobre a consistência e transparência dos processos disciplinares em plena época, podendo abrir precedentes para futuras revisões de resultados.

James Vowles, responsável máximo da Williams, abordou a polémica numa entrevista à Sky Sports F1 após a terceira sessão de treinos livres para o Grande Prémio da Catalunha, em Barcelona. “Estou surpreendido com a reposição do resultado, para ser franco,” afirmou Vowles, sublinhando que, apesar de tal não afectar directamente a Williams, considera que se criou “uma confusão desnecessária.” O britânico acrescentou: “O que se faz com o George [Russell]? O que se faz com o Piastri, que também, nestas circunstâncias, deveria ter ficado no pódio? Esta é a confusão com a qual não me sinto confortável.” Questionado sobre se apoiaria McLaren e Red Bull caso avancem com um recurso formal, Vowles foi peremptório: “Por bons motivos, apoiá-los-ia nisso.”

Do lado desportivo, a Williams conseguiu minimizar danos em Monte Carlo, com Alex Albon a terminar num sólido oitavo lugar e a arrecadar quatro pontos importantes para a equipa. Já Carlos Sainz, que este fim-de-semana substituiu Logan Sargeant na Williams, foi forçado a abandonar depois de dois incidentes – um com Nico Hülkenberg e outro com Franco Colapinto – o que comprometeu a estratégia da formação de Grove.

O calendário da Fórmula 1 segue agora para o Circuito da Catalunha, onde as equipas esperam esclarecer as dúvidas técnicas e regulamentares que ficaram da ronda monegasca. O resultado do protesto de McLaren e Red Bull poderá alterar novamente a classificação do Grande Prémio do Mónaco, influenciando directamente as posições de Gasly, Piastri e de outros pilotos envolvidos na disputa pelos lugares do pódio. Esta indefinição promete manter acesas as discussões entre equipas e FIA, colocando pressão sobre o organismo regulador para garantir maior clareza e equidade nas decisões que possam afectar a luta pelo título mundial. Com o campeonato a meio, cada ponto e cada decisão tornam-se ainda mais determinantes para aqueles que ambicionam terminar a época nos lugares cimeiros.

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