Lewis Hamilton voltou a colocar a Ferrari nos lugares cimeiros, ao conquistar dois pódios consecutivos em Monte Carlo e no Canadá, reacendendo o entusiasmo dos tifosi e relançando-se na luta pelos lugares da frente do Mundial de Fórmula 1. O britânico garantiu o segundo lugar nas ruas estreitas do Principado, batendo George Russell e subindo ao terceiro posto do campeonato de pilotos, numa fase crucial da época.
No Grande Prémio do Mónaco, Hamilton cruzou a linha de meta apenas 3,2 segundos atrás do vencedor, Max Verstappen, e 1,1 segundos à frente do colega de equipa Charles Leclerc, numa corrida marcada por estratégia e nervos de aço. Em Montreal, voltou a mostrar consistência, terminando em terceiro lugar, com uma volta rápida de 1:14.892, a menos de quatro décimos do melhor tempo da prova. Estes resultados permitiram-lhe ultrapassar George Russell (Mercedes) na classificação, ocupando agora a terceira posição com 106 pontos, atrás de Verstappen (158 pontos) e Lando Norris (122 pontos).
Esta recuperação de Hamilton surge num momento em que se intensificam as rivalidades entre Ferrari e Mercedes, sobretudo tendo em conta que o britânico trocou Brackley por Maranello no início da temporada. Jacques Villeneuve, campeão do mundo de 1997, fez questão de lançar um aviso: “Apesar de Hamilton estar a demonstrar velocidade e regularidade, ainda não vi o Lewis capaz de bater a Mercedes num duelo directo. A Ferrari está a melhorar, mas não tem ainda o ritmo puro necessário para superar a consistência da Mercedes em condições normais”, afirmou o canadiano após a corrida de Montreal.
Villeneuve acrescentou ainda: “Os pódios são importantes, mas se analisarmos bem, foram obtidos em circuitos que beneficiam a Ferrari. Quero ver como Hamilton responde em pistas mais rápidas e onde a degradação dos pneus for um factor maior.” Estas palavras foram corroboradas por Toto Wolff, director da Mercedes, que sublinhou o respeito por Hamilton mas mostrou confiança no potencial da sua equipa: “O Lewis é um dos maiores talentos da história, mas acreditamos que a Mercedes tem argumentos para se impor nas próximas provas.”
Do lado da Ferrari, Frederic Vasseur, chefe de equipa, destacou o momento positivo: “O trabalho do Lewis está a ser notável. Trouxe experiência e motivação à equipa. Estes pódios mostram que estamos no caminho certo, mas sabemos que ainda há margem para evoluir.” Hamilton, por sua vez, mostrou-se confiante após Monte Carlo: “Sinto-me em boa forma, a Ferrari está a responder bem às afinações e acredito que podemos lutar por vitórias ainda este ano.”
Com o próximo Grande Prémio agendado para Spielberg, na Áustria, as atenções viram-se para a resposta que a Ferrari e Hamilton poderão dar numa pista de alta velocidade, onde o compromisso aerodinâmico será fundamental. Uma vitória ali pode significar uma aproximação real aos líderes do campeonato e reabrir a luta pelo título, mas um desempenho abaixo do esperado poderá devolver a Mercedes e Russell ao pódio, alimentando ainda mais a disputa directa entre as duas equipas.
Hamilton, com a moral em alta e a Ferrari a evoluir, promete manter acesa a chama da rivalidade. O campeonato aproxima-se da sua fase decisiva e cada ponto conquistado pode pesar no desfecho final. Resta saber se o britânico conseguirá finalmente bater a Mercedes em igualdade de circunstâncias, ou se os avisos de Villeneuve se confirmam nas próximas provas. Uma coisa é certa: a luta pelo Mundial de Fórmula 1 está ao rubro e promete emoções fortes nas curvas que restam até ao final da época.
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