Hadjar critica arranques da Red Bull após novo mau início de corrida

Outras Notícias

Partilhar

Max Verstappen voltou a sentir dificuldades nos arranques e viu-se rapidamente ultrapassado pelos rivais directos, George Russell e Charles Leclerc, logo no início da quarta corrida sprint da temporada. O que parecia ser apenas uma preocupação estratégica acabou por se transformar num problema real para a Red Bull, que comprometeu as aspirações dos seus pilotos com mais um arranque desastroso. Isack Hadjar, colega de equipa de Verstappen, não escondeu o desagrado face à situação, deixando críticas contundentes à performance dos monolugares da equipa austríaca.

No Grande Prémio que serviu de palco à corrida sprint, disputada num circuito técnico e exigente, Max Verstappen terminou fora do pódio, a mais de cinco segundos do vencedor George Russell, da Mercedes, que completou as voltas em ritmo impressionante, cruzando a meta com uma vantagem confortável de 2,4 segundos sobre Charles Leclerc, da Ferrari. Isack Hadjar, afectado pelo mau arranque, acabou por perder quatro posições logo nas primeiras curvas, terminando apenas em oitavo. O tempo da volta rápida ficou também fora do alcance dos Red Bull, com Leclerc a registar um expressivo 1:13.207. Estes resultados deixam a Red Bull em alerta, ao ver Mercedes e Ferrari encurtarem distâncias no Campeonato do Mundo de Fórmula 1.

A fraca prestação da Red Bull nesta sprint acende os alarmes no seio da equipa, sobretudo numa fase em que as rivalidades estão ao rubro e cada ponto pode ser determinante para as contas finais. Verstappen, que liderava o campeonato com uma margem confortável, vê agora os principais adversários mais próximos, enquanto Hadjar se afasta dos lugares cimeiros do pelotão. A consistência nos arranques, tradicionalmente um ponto forte da Red Bull, parece ter-se esfumado nas últimas provas, ameaçando recordes recentes de domínio e obrigando a equipa a repensar estratégias para evitar perder terreno para Mercedes e Ferrari.

Após a prova, Isack Hadjar não poupou críticas ao desempenho da equipa: “Não faz sentido ir para uma corrida já a saber que vais perder quatro posições. Temos de perceber o que se passa, porque isto está a penalizar-nos demasiado desde o início”, afirmou o piloto francês, visivelmente frustrado, em declarações à imprensa na zona mista. Já Max Verstappen, habitual líder calmo, admitiu: “Sabíamos que não teríamos vida fácil face aos Mercedes e Ferrari, mas não esperava perder tanto no arranque. Temos de trabalhar com urgência para corrigir este problema.” Christian Horner, director da Red Bull Racing, reconheceu as dificuldades: “Os nossos arranques têm estado longe do ideal. A equipa técnica já está a analisar todos os dados para garantir que voltamos à competitividade esperada.”

Olhando para o futuro, a Red Bull sabe que não pode desperdiçar mais pontos. A próxima paragem do campeonato será no exigente circuito de Silverstone, onde os arranques e as primeiras voltas costumam ser decisivos para o desfecho da corrida. Verstappen precisa de reagir para manter a liderança do campeonato e evitar que Russell e Leclerc consolidem a aproximação, enquanto Hadjar terá de procurar soluções rápidas para não perder o contacto com os pilotos do topo. A pressão está do lado da Red Bull, que entra agora numa fase crítica da temporada, obrigada a mostrar respostas já na próxima ronda para não colocar em causa as ambições de renovar os títulos mundiais.

Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)