Hamilton renova automaticamente com Ferrari e Russell com Mercedes até 2027

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Lewis Hamilton assegurou matematicamente a continuidade na Ferrari para 2025, enquanto George Russell viu a Mercedes exercer a opção de renovação logo após o Grande Prémio de Espanha em Barcelona, dissipando de imediato os rumores sobre mudanças sonantes no mercado de pilotos da Fórmula 1. Estes dois dos lugares mais cobiçados do pelotão ficam assim fechados, sem comunicados oficiais ou sessões fotográficas com patrocinadores — apenas o cumprimento de cláusulas já negociadas previamente nos seus contratos.

Hamilton, sete vezes campeão do mundo, garantiu o terceiro ano em Maranello ao cumprir as exigentes metas de performance estipuladas com a Scuderia, num acordo assinado em Janeiro de 2024. O britânico mantém-se assim como pilar fundamental do novo projecto do Cavallino Rampante, numa época em que a Ferrari procura regressar aos títulos. Por seu lado, George Russell vê a Mercedes confiar-lhe o futuro até 2027, ao activar a extensão contratual que o manterá como líder do plantel de Brackley, numa parceria que se estenderá pelo menos até à sexta temporada consecutiva. Russell continuará a partilhar a garagem com Kimi Antonelli, jovem talento italiano que se afirma como aposta de futuro da equipa.

Estes movimentos têm impacto directo na silly season, ao afastar qualquer possibilidade realista de Max Verstappen trocar de equipa para 2025, apesar das especulações insistentes que ligavam o holandês a Mercedes ou McLaren. Com ambos os lugares fechados, Toto Wolff — chefe de equipa da Mercedes — optou por estabilidade, resistindo à tentação de agitar o mercado com uma investida por Verstappen, mesmo após mais de uma década de interesse pelo piloto da Red Bull. “A nossa prioridade foi sempre garantir a melhor dupla possível para os objectivos actuais da Mercedes, e Russell tem demonstrado uma evolução notável”, explicou Wolff, após a decisão ser oficializada internamente.

Ao mesmo tempo, os rumores envolvendo um alegado interesse da McLaren em Verstappen ressurgiram com força, numa narrativa já habitual sempre que se aproxima o período em que as cláusulas de saída do contrato do campeão do mundo com a Red Bull podem ser accionadas. No paddock, basta um café entre elementos do círculo de Verstappen e dirigentes de outra equipa para incendiar as especulações. Desta vez, foi Zak Brown, CEO da McLaren, a alimentar as conversas: “Se, por algum motivo estranho, alguém escorregasse numa casca de banana ao sair da banheira, claro que Max, sendo um tetracampeão do mundo, seria sempre uma hipótese”, afirmou em tom bem-humorado à Sky TV, deixando claro o prestígio do holandês no mercado.

No entanto, como reconhecem vários responsáveis do meio, o grande beneficiado destas dinâmicas é o próprio Verstappen. O seu empresário, Raymond Vermeulen, utilizou sucessivas rondas de especulação nos últimos anos para reforçar a posição negocial junto da Red Bull, traduzindo-se num dos contratos mais valiosos da história da Fórmula 1. Recentemente, Verstappen, o pai Jos e Vermeulen reuniram-se na Áustria com Chalerm Yoovidhya, accionista maioritário da Red Bull, e Mark Mateschitz, filho do fundador da marca, para discutir não só o futuro desportivo, mas também potenciais novas condições contratuais.

Com a saída de figuras-chave como Christian Horner, Adrian Newey e Helmut Marko, Verstappen tornou-se o rosto incontornável da Red Bull Racing, num momento em que a estrutura técnica e desportiva atravessa uma fase de reformulação profunda. A liderança da equipa reconhece que perder o seu maior activo seria um golpe devastador para a credibilidade do novo projecto. Por isso, fala-se nos bastidores que a próxima renovação de Verstappen poderá incluir não apenas cláusulas financeiras inéditas, mas também uma participação accionista na equipa — um privilégio reservado aos maiores nomes do desporto motorizado.

Na prática, o mercado de pilotos para 2025 estabilizou na frente das equipas de topo: Ferrari e Mercedes mantêm as suas duplas, enquanto a Red Bull tudo fará para segurar Verstappen, agora com um poder negocial sem paralelo. O próximo capítulo deste xadrez será jogado fora da pista, nas negociações de contratos e possíveis reestruturações internas. O campeonato segue agora para o Grande Prémio da Áustria, onde as rivalidades se renovam e cada ponto será crucial para as aspirações ao título — mas, nos bastidores, o jogo de bastidores está longe de terminar, com a Red Bull a tentar assegurar que Verstappen continue a ser a peça central do seu projecto de sucesso.

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