Hamilton expõe falta de potência da Ferrari após derrota para Antonelli

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Lewis Hamilton viu escapar-lhe a vitória na corrida sprint de Silverstone, depois de partir da pole position e liderar durante as voltas iniciais, mas acabaria por ser ultrapassado de forma contundente pelo jovem talento da Mercedes, Kimi Antonelli. O britânico, que tantas vezes brilhou no traçado inglês, não conseguiu resistir ao ritmo avassalador do italiano de 19 anos, terminando em segundo lugar e expondo uma clara limitação do Ferrari SF-26: a falta de potência nas fases decisivas da prova.

Na classificação final da corrida sprint do Grande Prémio da Grã-Bretanha, Antonelli garantiu o triunfo com uma diferença de 2,7 segundos sobre Hamilton, registando ainda uma volta rápida de 1:28.912, superiorizando-se em mais de três décimos por volta ao piloto da Ferrari nas voltas finais. O terceiro lugar ficou para George Russell, também da Mercedes, a 6,1 segundos do vencedor, enquanto Charles Leclerc, no outro Ferrari, terminou em quarto. O domínio da Mercedes ficou evidente na reta final, com Antonelli a mostrar-se implacável na gestão do ritmo e na eficácia das ultrapassagens, sobretudo na longa recta de Hangar, onde o SF-26 de Hamilton revelou as suas maiores fragilidades.

Este resultado reforça o momento ascendente da Mercedes no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, colocando pressão adicional sobre a Ferrari, que viu a sua vantagem na luta pelo título de construtores diminuir. Para Hamilton, a derrota em Silverstone acentua as dificuldades sentidas pela marca italiana ao nível da unidade motriz, um tema que tem marcado a temporada. A rivalidade entre as duas equipas reacende-se numa altura crucial do campeonato, com Antonelli a afirmar-se cada vez mais como uma ameaça real ao estatuto de Hamilton e à consistência da Ferrari, enquanto a Mercedes ameaça recuperar o domínio perdido nos últimos anos.

No final da corrida, Lewis Hamilton não escondeu a frustração e foi direto na sua análise. “Foi uma corrida difícil para manter o Mercedes atrás,” confessou o heptacampeão, ainda na zona mista. “Já tinha dito ontem que isso podia acontecer e, com o vento forte hoje, especialmente uma grande rajada de frente na recta de trás, ele passou por mim a voar. Dei tudo o que tinha, não podia fazer mais nada. Parabéns ao Kimi, temos muito trabalho pela frente para fechar esta diferença.” Questionado sobre o momento em que perdeu a liderança, Hamilton detalhou: “Um dos sítios mais críticos é à saída da Stowe, Curva 15. Carregas no acelerador e simplesmente não há potência, e foi aí que ele começou a apanhar-me, depois entrou no modo de ultrapassagem e não consegui reagir.” O britânico admitiu ainda que, após Antonelli entrar na janela do DRS, a ultrapassagem era inevitável: “Assim que perdi aquela barreira de um segundo, sabia que isso ia acontecer.”

Kimi Antonelli, por seu lado, celebrou o triunfo de forma contida mas convicta, destacando o trabalho da equipa e a satisfação por bater um ídolo em pista. “Sabíamos que tínhamos um carro forte para a corrida, mesmo não partindo da pole. O Lewis foi um adversário duro, mas consegui aproveitar as oportunidades. Estou muito feliz pela equipa e por conseguir mostrar o nosso verdadeiro ritmo,” afirmou o italiano no pódio, mostrando respeito pela experiência do rival.

Com este desfecho, a Mercedes reduz distâncias para a Ferrari tanto no campeonato de pilotos como no de construtores, aumentando a expectativa para a próxima prova, o Grande Prémio da Hungria. Hamilton sabe que terá de contar com melhorias significativas na potência do SF-26 se quiser manter-se na luta pelo título, enquanto Antonelli e a Mercedes surgem agora com o estatuto de favoritos à vitória na próxima ronda. A pressão está do lado da Ferrari, que terá de responder já em Budapeste se quiser travar a recuperação da Mercedes e evitar que a desvantagem pontual se agrave ainda mais numa fase decisiva da temporada.

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