Caos em Silverstone: Charles Leclerc venceu um turbulento Grande Prémio da Grã-Bretanha enquanto o Safety Car altera completamente a corrida

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O Grande Prémio da Grã-Bretanha transformou-se num autêntico caos e, ultrapassada a metade da corrida, é Charles Leclerc quem lidera para a Ferrari, após uma sucessão de entradas do Safety Car, bandeiras amarelas e uma ordem completamente alterada em Silverstone. Com pouco mais de 2 voltas por disputar, o monegasco seguia na frente quando o Safety Car não regressou às boxes, depois de aproveitar da melhor forma uma tarde atribulada que virou completamente o desenrolar da corrida.

Leclerc liderava diante de George Russell, que subiu ao segundo lugar pela Mercedes graças a uma estratégia de pneus diferente, enquanto o herói da casa, Lewis Hamilton, ocupava a terceira posição pela Ferrari, para delírio do público britânico. Lando Norris seguia em quarto pela McLaren na sua corrida de casa, com Isack Hadjar a continuar o seu extraordinário fim de semana em quinto pela Red Bull, depois da brilhante qualificação. Liam Lawson era sexto, Alexander Lindblad sétimo e Gabriel Bortoleto ocupava um impressionante oitavo lugar.

O aspeto mais surpreendente da corrida era, no entanto, a situação do autor da pole position e líder do campeonato, Kimi Antonelli. O jovem piloto da Mercedes, que dominara todo o fim de semana e partira da pole como grande favorito à vitória, encontrava-se apenas na nona posição depois de o Safety Car ter alterado completamente a ordem da corrida. Para um piloto que fez das vitórias uma rotina em 2026, estar fora dos oito primeiros representava um raro momento de dificuldade, obrigando-o a uma recuperação nas voltas finais para minimizar os danos de uma tarde complicada.

Franco Colapinto seguia em décimo, com Pierre Gasly em décimo primeiro e Oscar Piastri em décimo segundo pela McLaren, numa corrida particularmente difícil para o australiano, muito abaixo do nível habitual de um candidato ao título. Carlos Sainz era décimo terceiro, Oliver Bearman décimo quarto e Esteban Ocon ocupava a décima quinta posição.

A corrida tornava-se ainda mais surpreendente nas posições mais recuadas. Max Verstappen, um dos maiores nomes da Fórmula 1, seguia apenas em vigésimo lugar depois de uma tarde para esquecer para a Red Bull, já com mais de uma volta de atraso para os líderes. Sergio Pérez, Valtteri Bottas, Fernando Alonso e Lance Stroll ocupavam as restantes posições entre os pilotos dobrados, enquanto Alex Albon seguia num incrível vigésimo primeiro lugar, já com três voltas de atraso, depois de uma corrida desastrosa.

As mensagens da Direção de Corrida ilustravam bem o caos vivido em pista. O Safety Car foi chamado por diversas vezes devido aos incidentes ocorridos, regressando às boxes no final da última volta para relançar a corrida. Os comissários continuavam a trabalhar na Curva 15 na sequência de um incidente anterior, mantendo bandeiras amarelas e duplas bandeiras amarelas nesse setor. Lewis Hamilton tinha entretanto sido colocado sob investigação por uma alegada infração em situação de bandeira amarela, situação que ainda poderia complicar a sua corrida. Antes do relançamento, os pilotos dobrados, incluindo o carro número 12 de Antonelli, receberam autorização para ultrapassar o Safety Car e restabelecer a ordem correta da corrida.

As condições mantinham-se quentes e secas em Silverstone, com a temperatura do asfalto nos 40,1 graus Celsius, enquanto os pilotos se preparavam para uma última volta da corrida extremamente intensa após o relançamento. Leclerc, com pneus mais frescos e pista livre à sua frente, mantinha uma vantagem importante, mas com Russell, Hamilton e um Antonelli em recuperação ainda na luta, o Grande Prémio da Grã-Bretanha prometia um final emocionante e imprevisível.

Para a Ferrari, a possibilidade de conquistar a vitória em Silverstone com Leclerc na liderança e Hamilton em posição de pódio era extremamente aliciante. Para Antonelli, o desafio passava agora por limitar os prejuízos a partir de uma posição pouco habitual para si. E, para os milhares de adeptos presentes nas bancadas, o espetáculo de um Grande Prémio da Grã-Bretanha caótico, com Hamilton na luta pelo pódio, oferecia exatamente o tipo de emoção que faz de Silverstone um dos circuitos mais especiais do calendário. A corrida estava longe de terminar e as voltas finais prometiam ainda mais drama.

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