Esteban Ocon ilibado após investigação ao incidente da bandeira amarela

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Esteban Ocon escapou ileso a uma investigação por alegada infração sob bandeira amarela durante a qualificação para o Grande Prémio da Grã-Bretanha, mantendo o 17.º lugar na grelha de partida. O episódio, que envolveu o piloto da Alpine e um incidente protagonizado por Franco Colapinto em Becketts, colocou novamente em destaque as polémicas sobre a forma como os pilotos devem reagir quando confrontados com bandeiras amarelas, numa altura em que o debate sobre este tema tem estado ao rubro no paddock da Fórmula 1.

Durante a sessão de qualificação em Silverstone, Colapinto perdeu o controlo do monolugar, saindo disparado para a relva antes de regressar à pista, o que motivou a exibição imediata de bandeiras amarelas. Ocon, que circulava de pneus macios novos e a melhorar os seus tempos parciais, passou pelo local do incidente sob investigação por alegadamente não ter abrandado o suficiente. No entanto, após análise minuciosa das imagens e da telemetria, os comissários desportivos concluíram que o francês da Alpine cumpriu escrupulosamente os regulamentos.

A decisão dos comissários especifica: “O piloto explicou que, antes da Curva 10, observou fumo branco mais à frente e, por isso, já antecipava que pudesse ser exibida uma bandeira amarela ou até vermelha. Viu o painel luminoso amarelo à direita ao aproximar-se da Curva 12 e reagiu, levantando o pé do acelerador mais cedo do que numa volta rápida comparável, permanecendo fora do acelerador durante mais tempo.” A análise à telemetria confirmou que Ocon “levantou o pé mais cedo, aplicou maior pressão no travão do que na sua volta rápida de referência (Volta 6) e demonstrou uma redução de velocidade claramente discernível no setor em causa.” Os comissários salientaram ainda que, por Ocon estar a melhorar o seu tempo, a diminuição de velocidade foi ainda mais evidente no setor sob bandeira amarela.

Com base nestes dados, os responsáveis da FIA concluíram: “Os comissários consideraram que o piloto reduziu efetivamente a velocidade no setor de sinalização sob bandeira amarela e cumpriu os requisitos do Artigo B1.8.4 a) do Regulamento Desportivo da Fórmula 1 e do Artigo 2.5.5 b) do Apêndice H ao Código Desportivo Internacional da FIA. Não se estabeleceu qualquer infração e, por isso, não foi tomada qualquer ação adicional.”

Este desfecho garante a Ocon a manutenção do 17.º posto na grelha para a corrida britânica, numa altura em que a luta pela sobrevivência da Alpine no pelotão tem sido dura e cada posição pode ser decisiva na disputa dos pontos do Mundial de Construtores. O caso surge na ressaca de uma polémica semelhante envolvendo George Russell na Áustria, onde o britânico, apesar de ter levantado apenas 0,08 segundos ao passar o acidente de Verstappen, também não foi penalizado. Estes episódios têm gerado debate entre equipas e pilotos sobre a consistência e exigência das regras relativas às bandeiras amarelas, com vários intervenientes a defenderem uma definição mais clara das obrigações dos pilotos nestas situações críticas.

No rescaldo da decisão, Ocon mostrou-se satisfeito por ter evitado qualquer penalização que pudesse comprometer ainda mais a sua posição já de si modesta na grelha: “Sabia que tinha de ser cauteloso, vi o fumo e reagi assim que vi a luz amarela. Sempre fui muito rigoroso no cumprimento das regras de segurança e estou satisfeito com a decisão dos comissários”, declarou o francês após a notificação da decisão.

A Alpine, que tem enfrentado uma temporada atribulada e marcada por dificuldades de performance, vê assim evitada mais uma contrariedade nas vésperas de uma corrida fundamental para recuperar terreno face à concorrência direta. Com a qualificação em Silverstone a ditar uma grelha dominada pela McLaren e pela Mercedes, com George Russell na pole position, Ocon terá pela frente uma tarefa árdua para sonhar sequer com os pontos, mas mantém intactas as esperanças de surpreender caso surjam oportunidades durante a corrida.

O próximo desafio será, portanto, a gestão estratégica e a fiabilidade na corrida do domingo em Silverstone, onde a meteorologia incerta e a elevada probabilidade de incidentes podem baralhar as contas. Com esta decisão, Ocon e a Alpine concentram-se agora em maximizar o potencial do A524, enquanto o debate sobre as bandeiras amarelas promete continuar a marcar a atualidade da Fórmula 1, especialmente com as batalhas intensas no seio do pelotão e a pressão constante sobre a direção de prova para garantir a segurança sem comprometer o espetáculo.

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