Russell e Perez combinam assistir ao Inglaterra-México após GP da grã-bretanha

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George Russell e Sergio Pérez surpreenderam o paddock ao revelarem um plano pouco habitual: após o Grande Prémio da Grã-Bretanha, os dois pilotos querem assistir ao vivo ao confronto entre Inglaterra e México no Mundial de Futebol, que se realiza na América do Norte. Apenas horas depois de cruzarem a meta em Silverstone, o britânico da Mercedes e o mexicano da Cadillac gostariam de embarcar numa autêntica corrida contra o tempo para não perderem o duelo que decidirá uma vaga nos quartos-de-final do torneio.

No plano desportivo, Russell chega a Silverstone determinado a conquistar a sua primeira vitória “em casa” em Fórmula 1 e a alimentar as aspirações ao título mundial, enquanto Pérez procura continuar a evolução do projecto Cadillac, focado em afirmar-se no pelotão intermédio do campeonato. O Grande Prémio da Grã-Bretanha, oitava ronda do Mundial de F1, disputa-se no domingo, 15 de Julho, com início marcado para as 14h00 locais (mesmo fuso horário de Lisboa). A prova deverá terminar perto das 16h00, desde que não ocorram incidentes como bandeiras vermelhas ou entradas prolongadas do safety car.

O contexto ganha contornos ainda mais interessantes com a coincidência de agendas: horas depois do final da corrida de F1, Inglaterra e México medem forças no Estádio Azteca, numa partida dos oitavos-de-final do Mundial. A selecção inglesa chega motivada após bater a República Democrática do Congo por 2-1, graças a dois golos tardios de Harry Kane. Já o México, um dos anfitriões do torneio, superou o Equador por 2-0, com golos de Julian Quiñones e Raúl Jiménez, somando a sétima vitória consecutiva.

Para Sergio Pérez, a ligação ao futebol é especial. Depois de ter falhado a presença no jogo entre México e Equador devido ao Grande Prémio da Áustria, o piloto mexicano manifestou o desejo de não perder a atmosfera única do Azteca, considerado um dos grandes templos do futebol mundial. “Fiquei mesmo triste. Estava a tentar ir, mas depois tornou-se bastante complicado de organizar”, confessou Pérez aos jornalistas antes do fim-de-semana de Silverstone. “Se passarmos o próximo jogo, vou de certeza, porque será novamente no México. Portanto, vou ter de ir.” Pérez acrescentou ainda: “Pode até ser contra a Inglaterra, na verdade. É uma das hipóteses.”

O entusiasmo do piloto mexicano rapidamente encontrou eco em George Russell, que sugeriu uma viagem conjunta para o outro lado do Atlântico. “Talvez possamos ir juntos. Eu salto para o teu avião, vou contigo”, respondeu o britânico em tom descontraído. Russell revelou ainda: “Tenho seguido quase todos os jogos, claro que acompanho todos os minutos da Inglaterra e estou completamente a apoiar. Acho que temos uma oportunidade fantástica. Obviamente, o resultado do último jogo não foi perfeito, mas a exibição foi óptima e a equipa parece muito sólida.”

Apesar do entusiasmo, a realidade logística impõe-se: o voo mais rápido de Londres para a Cidade do México demora cerca de 11 horas e 45 minutos. Mesmo com um jacto privado, como o Bombardier Challenger 604 utilizado por Pérez, seria impossível chegar a tempo do pontapé de saída, agendado para as 1h00 de segunda-feira (hora de Lisboa). Os compromissos pós-corrida — entrevistas obrigatórias, reuniões técnicas e debriefings com as equipas — tornam ainda mais improvável qualquer fuga para o futebol mundial. O cenário mais realista será mesmo uma transmissão televisiva num local emblemático como o BOXPARK em Wembley, onde pilotos e adeptos poderão vibrar juntos com o jogo.

Este cruzamento entre Fórmula 1 e futebol acrescenta uma dimensão especial à rivalidade saudável entre Russell e Pérez, que partilham não só a paixão pela velocidade mas também o entusiasmo pelo desporto-rei. No campeonato do mundo de F1, Russell procura consolidar a sua posição entre os candidatos ao título, podendo um bom resultado em Silverstone aproximá-lo ainda mais do líder do campeonato. Pérez, por seu lado, foca-se na evolução da Cadillac e numa performance sólida em solo britânico, em busca de pontos importantes para a sua equipa.

O Mundial de Futebol, por sua vez, promete emoções fortes no embate entre Inglaterra e México. Os ingleses, liderados por Harry Kane, Jude Bellingham e Bukayo Saka, são considerados favoritos à vitória, mas terão de enfrentar não só uma equipa mexicana motivada, como também a altitude da Cidade do México — 2.240 metros acima do nível do mar, condição que pode penalizar fisicamente os atletas britânicos, menos habituados a jogar nestas circunstâncias. Tal como em Fórmula 1, onde o ar rarefeito do Autódromo Hermanos Rodríguez afecta o rendimento dos monolugares, também no futebol o factor físico poderá ser determinante, podendo jogar a favor dos anfitriões mexicanos.

O próximo capítulo destas duas histórias escreve-se já no domingo: em Silverstone, Russell e Pérez vão medir forças na pista; depois, com certeza, vibrarão com o duelo Inglaterra-México, mesmo que à distância. No campeonato de F1, cada ponto será crucial para a fase decisiva da temporada, enquanto no futebol, apenas uma das selecções poderá continuar a sonhar com a glória mundial. Para já, a paixão pelo desporto une pilotos e adeptos num fim-de-semana repleto de emoção, rivalidade e, acima de tudo, fair-play.

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