Manager de Verstappen avisa Red Bull: Sair do meio da tabela é prioridade

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O ambiente em redor de Max Verstappen aqueceu ainda mais depois de Raymond Vermeulen, o seu manager, ter lançado um aviso claro à Red Bull: “Max não nasceu para correr no pelotão intermédio.” A incerteza em torno do futuro do piloto neerlandês intensifica-se numa temporada em que Verstappen, tricampeão do mundo, ocupa apenas o sétimo lugar no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, muito aquém das expectativas para o dominador dos últimos anos.

Após o mais recente Grande Prémio, que se realizou no circuito austríaco de Spielberg, Verstappen somou mais uns pontos, mas continua a 112 pontos do líder do campeonato, Lando Norris (McLaren), que venceu a corrida com uma volta rápida de 1:06.402. O pódio ficou completo com George Russell (Mercedes) e Charles Leclerc (Ferrari), ambos a menos de oito segundos do vencedor. Verstappen cruzou a linha de meta em sexto, numa prova em que a Red Bull voltou a demonstrar grande dificuldade para acompanhar o ritmo dos adversários directos. Com apenas 98 pontos, Verstappen vê a distância para o topo aumentar, e a pressão sobre a Red Bull torna-se cada vez mais evidente à medida que se aproxima a pausa de verão.

Esta situação tem profundas implicações para o campeonato. O domínio quase absoluto de Verstappen e da Red Bull nas últimas temporadas deu lugar a um cenário de incerteza, com a McLaren e a Mercedes a mostrarem-se cada vez mais competitivas. O contrato de Verstappen com a Red Bull, válido até 2028 e avaliado em cerca de 70 milhões de dólares anuais, contém uma cláusula que lhe permite sair se não estiver nos dois primeiros do campeonato após o Grande Prémio da Hungria, a 26 de Julho. Com a aproximação dessa data e com Verstappen fora do top 2, cresce a especulação sobre uma possível mudança para a McLaren, especialmente após notícias de negociações secretas entre as partes.

Raymond Vermeulen, manager de Verstappen, voltou a sublinhar a prioridade do piloto em lutar por vitórias e títulos, em declarações ao jornal De Telegraaf: “O nosso objectivo é terminar esta aventura com a Red Bull. O espírito da Red Bull e o espírito do Verstappen combinam. Só precisamos de um pacote que nos permita lutar na frente. Sempre foi essa a base.” Vermeulen acrescentou ainda: “Sentimo-nos em casa na Red Bull, mas queremos ser competitivos. No fim, o Max não nasceu para correr no pelotão intermédio.” O manager destacou também a importância das evoluções técnicas que a Red Bull prepara: “Aqui na Áustria, a equipa trouxe uma grande actualização para o carro. Esperemos que tenha um efeito positivo, porque é claro que precisamos de fazer progressos. O Max está em sétimo no campeonato. Não é aí que ele e a Red Bull pertencem, mas é a realidade.”

Apesar dos rumores, Vermeulen recusou comprometer-se quanto ao futuro imediato de Verstappen: “Agora temos tempo para nos focarmos na performance do carro. Isso nada tem a ver com sair ou não sair. Queremos apenas ver onde estamos e como o carro evolui. Não precisamos de dizer ‘sim’ ou ‘não’ neste momento. Temos acordos e cumprimo-los. A lealdade sempre foi o nosso ponto de partida, de ambas as partes. Ao longo destes anos celebrámos muitos novos contratos, sempre de forma ponderada.”

Numa conferência de imprensa após a corrida, Laurent Mekies, director desportivo da Red Bull, reconheceu a importância de manter Verstappen motivado: “O Max deixou-nos claro que quer continuar na equipa. Mas é igualmente claro que precisa de um carro rápido para estar satisfeito. Ele tem sido vocal sobre o progresso necessário ao nível das regulações. Felizmente, houve sessões muito abertas entre FIA, F1 e equipas, e conseguimos ajustar essas regras para 2027 e 2028. Isso é positivo não só para o Max, mas para todos os pilotos rápidos e para o desporto.”

O próximo desafio do Mundial é o Grande Prémio da Hungria, no Hungaroring, onde a pressão sobre a Red Bull será máxima. A equipa austríaca joga uma cartada decisiva para inverter a tendência negativa e evitar que Verstappen acione a cláusula de saída. Com a McLaren a crescer e a Mercedes a mostrar consistência, cada ponto pode ser determinante para o futuro imediato do neerlandês e da própria Red Bull. O paddock aguarda com expectativa o desfecho desta novela, que promete agitar ainda mais o mercado de pilotos e o equilíbrio de forças na Fórmula 1.

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