Max Verstappen deixa alerta sobre fraqueza da Red Bull que pode comprometer pole position no Grande Prémio de Mónaco
O quatro vezes campeão mundial de Fórmula 1, Max Verstappen, revelou uma vulnerabilidade do monolugar da Red Bull que poderá ser decisiva na luta pela pole position no emblemático Grande Prémio de Mónaco. O piloto holandês admitiu que as dificuldades do RB22 em lidar com os ressaltos e irregularidades do traçado de Monte Carlo poderão custar-lhe uma posição privilegiada na grelha.
A recente prova no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, foi particularmente desafiante para Verstappen. O piloto de 29 anos mostrou-se frustrado com a qualidade de condução do seu carro, que sofria com vibrações intensas, ao ponto de lhe ser difícil manter os pés estáveis no pedal do acelerador. “Não conseguia sequer manter o pé no acelerador devido às vibrações,” confidenciou.
Apesar de ser comum elevar a altura do carro para evitar que o fundo toque no asfalto, esta solução penaliza o tempo por volta. “No fundo, na Fórmula 1, os pilotos estão dispostos a suportar algum desconforto para extrair o máximo desempenho,” explicou Verstappen. A prova em Montreal refletiu estas dificuldades, terminando apenas em sétimo na Sprint Race, numa posição isolada a cerca de cinco segundos de Lewis Hamilton e ainda com uma vantagem confortável sobre Arvid Lindblad, da Racing Bulls.
Contudo, após algumas alterações na afinação do carro com a flexibilização das regras de parque fechado, a Red Bull conseguiu melhorar o desempenho do monolugar, o que permitiu a Verstappen alcançar o pódio na corrida principal, atrás de Kimi Antonelli e Hamilton, garantindo 17 pontos importantes para o campeonato.
À medida que o Mundial de 2026 se aproxima da etapa monegasca, Verstappen reconhece que a aprendizagem em Montreal foi crucial, mas alerta que a fraqueza do carro na travessia dos ressalto e lombas pode ser um entrave numa pista tão técnica como Mónaco, onde a Mercedes não deverá dominar como noutras ocasiões. “Vamos ver. Não sei como o carro vai sentir-se amanhã… Mónaco pode sempre surpreender. Realisticamente, temos estado bem em curvas de baixa velocidade, mas aqui é fundamental ser forte nos ressaltos e nos bordos, onde não somos os melhores,” explicou o piloto da Red Bull.
Além das dificuldades em curvas irregulares, a equipa austríaca também sente falta de velocidade em linha reta. Em Montreal, ficaram atrás dos dois Mercedes, com Antonelli a vencer com uma vantagem de 10 segundos e George Russell numa trajectória semelhante até abandonar na volta 30. A Red Bull também teve dificuldades em ultrapassar Hamilton, que se manteve competitivo graças ao modo de ultrapassagem, conseguindo assegurar o segundo lugar.
Felizmente, a falta de velocidade em reta não deverá ser tão penalizadora no traçado de Mónaco, onde a velocidade máxima é menos determinante. Ainda assim, Verstappen mantém a cautela face às limitações do RB22 comparado com as outras equipas, como Mercedes, McLaren e Ferrari. “Queremos melhorar em todas as áreas: mais aderência, mais potência, melhor eficiência na travagem, pneus a trabalhar numa janela mais alargada. Queremos ser melhores em tudo,” afirmou o holandês.
“Em Montreal, notámos claramente a falta de velocidade nas rectas, mas também nos ressaltos e nas curvas rápidas, onde normalmente não temos sido tão fortes. Aqui não há curvas rápidas, mas essa nunca foi a nossa maior força,” concluiu Verstappen, avisando que o desafio no Principado será uma prova dura para a Red Bull.
Este cenário promete uma qualificação emocionante em Monte Carlo, onde cada décima conta e as irregularidades da pista podem ser decisivas. Verstappen e a Red Bull vão tentar ultrapassar estas dificuldades para lutar pela tão desejada pole position, num fim de semana em que a Mercedes poderá não dominar como habitualmente, abrindo a porta a surpresas.
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