O momento mais marcante do Grande Prémio de Barcelona foi protagonizado pela intensa luta interna entre George Russell e Kimi Antonelli, que deixou Toto Wolff a repensar o controlo sobre os seus pilotos. Nico Rosberg, antigo campeão do mundo e ex-piloto da Mercedes, não perdeu a oportunidade de provocar Wolff após este revelar que já não exige aos seus pilotos a polémica cláusula de divisão de danos em caso de acidente, algo que marcou a era Rosberg-Hamilton.
No final da corrida, Lewis Hamilton (Mercedes) conquistou a vitória, registando um tempo total de 1:31:45.321, seguido por Max Verstappen (Red Bull), com uma diferença de 3,8 segundos. George Russell garantiu o terceiro lugar, fechando o pódio a 7,1 segundos do vencedor. O jovem Kimi Antonelli terminou em quarto, a 12,4 segundos, depois de ter estado envolvido num aceso duelo com Russell nas voltas iniciais. O Grande Prémio de Barcelona, oitava ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, decorreu no Circuito da Catalunha perante bancadas repletas e com temperaturas elevadas que desafiaram pneus e estratégias.
A batalha entre Russell e Antonelli custou à Mercedes segundos preciosos, permitindo a Hamilton distanciar-se e consolidar a liderança. Esta dinâmica interna reacendeu memórias do infame incidente de 2016, quando Hamilton e Rosberg colidiram em plena luta pelo título mundial. Na altura, Toto Wolff impôs uma cláusula contratual inédita: ambos os pilotos teriam de pagar, em partes iguais, os danos de futuros acidentes, independentemente da culpa. Rosberg recordou este episódio em directo na Sky Sports, perguntando a Wolff se Antonelli e Russell também tinham assinado o mesmo compromisso. Wolff respondeu prontamente: “Não.” Questionado sobre o motivo, admitiu: “Deste-me uma boa ideia, na verdade.” Rosberg não hesitou: “Estás a ficar mole! Estás a ficar mole!” Ao que Wolff replicou: “Vamos ver se houver outro incidente, talvez lhes ponha esse papel à frente.”
Natalie Pinkham, apresentadora da Sky Sports, interveio: “Funcionou contigo, não foi?” Rosberg explicou: “Foi assustador, porque uma vez paguei 360 mil dólares, por isso deixei de me envolver em acidentes.” Wolff rematou, em tom de brincadeira: “Depois disso, o Nico foi para o mundo dos investimentos.” Martin Brundle acrescentou: “Imagina o que isso custaria agora.”
No rescaldo da corrida, Wolff admitiu na conferência de imprensa que a equipa terá de “recalibrar” as expectativas e o comportamento dos pilotos: “Há agora uma terceira parte envolvida na luta pelo campeonato – tanto de construtores como de pilotos. Por isso, teremos de discutir internamente com os dois pilotos como queremos evitar situações em que se prejudiquem mutuamente. Não foi um problema, mas talvez seja preciso ajustar as regras.” A Mercedes sabe que cada ponto é crucial numa temporada tão renhida, e os duelos internos podem ser determinantes para o desfecho do campeonato.
A próxima ronda do Mundial de Fórmula 1 será o Grande Prémio da Áustria, no Red Bull Ring, já no próximo fim-de-semana. Com Hamilton a reforçar a liderança e a Mercedes a consolidar-se nos dois campeonatos, todas as atenções vão estar no desfecho da disputa interna entre Russell e Antonelli. Wolff terá de gerir com mestria o equilíbrio entre competitividade e disciplina, sob pena de ver a sua equipa desperdiçar oportunidades preciosas. Rosberg, com o seu humor mordaz, deixou o aviso: a história pode mesmo repetir-se se não houver mão firme em Brackley.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)
