Aston Martin pede desculpa após duplo abandono no GP de barcelona

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A Aston Martin viveu um autêntico pesadelo no Grande Prémio de Espanha em Barcelona, saindo da Catalunha de mãos vazias e com o orgulho ferido. Tanto Fernando Alonso como Lance Stroll foram obrigados a abandonar, perante milhares de adeptos vestidos de verde nas bancadas, muitos deles a torcer especialmente pelo piloto espanhol no seu país natal. O descalabro ficou marcado por qualificação desastrosa e uma corrida onde os problemas mecânicos ditaram uma dupla desistência inédita em 2024.

Desde a qualificação que o fim de semana foi penoso para a estrutura de Silverstone: Stroll terminou em 21.º e Alonso em 22.º, invertendo a habitual ordem interna e quebrando uma série de 42 Grandes Prémios em que o espanhol tinha sempre superado o canadiano no sábado. Após alterações na unidade motriz, Alonso foi obrigado a arrancar das boxes, enquanto Stroll viu-se forçado a abandonar logo à quinta volta, devido a uma avaria na caixa de velocidades. A corrida de Alonso terminou prematuramente à 38.ª volta, quando parou o AMR26 junto à bancada que ostentava o seu nome na icónica Curva 9, perante o olhar incrédulo dos fãs.

No final, o resultado foi um rotundo zero para a Aston Martin: nenhuma volta rápida, nenhum ponto conquistado, e ainda a amarga sensação de impotência perante o domínio das equipas da frente. O AMR26 revelou fragilidades especialmente nas curvas rápidas do Circuito da Catalunha – traço que já vinha a assombrar o monolugar britânico em 2024, mas que se agravou face à concorrência, destacando a necessidade urgente de melhorias. Neste contexto, o desaire complica ainda mais as contas da Aston Martin, que se vê agora sob pressão no Campeonato do Mundo de Construtores, ameaçada pela crescente competitividade da RB e até da Alpine.

Mike Krack, Chief Trackside Officer da Aston Martin, foi o primeiro a dar a cara pelo fracasso, dirigindo-se aos adeptos logo após a corrida: “Foi um fim de semana dececionante”, admitiu Krack, sublinhando o impacto junto dos adeptos. “Esperávamos um fim de semana complicado, mas depois ter um desempenho fraco e dois abandonos não ajuda. Em primeiro lugar, sinto muito por todos os fãs com camisolas verdes nas bancadas e no paddock, eram tantos quando entrávamos e saíamos. Foi muito bom ver todas essas pessoas, e não lhes conseguimos dar nada para festejar, o que é uma pena, porque começámos das boxes e depois não conseguimos terminar a corrida com um resultado decente. Por isso, peço mesmo desculpa a todos os fãs que compraram bilhetes caros para ver os seus heróis e não lhes conseguimos dar um carro capaz de competir.”

O responsável da Aston Martin procurou, ainda assim, encontrar aspetos positivos e salientou a aprendizagem em condições adversas: “Aprende-se sempre coisas novas, por mais estranho que pareça; quando estás a três ou quatro segundos, pensas que estás a conduzir de forma casual, mas ainda assim aprendes muito. Barcelona é muito, muito exigente em termos de energia. Viu-se a FIA a ajustar isso várias vezes antes do evento, por isso é um circuito difícil nesse aspeto, e acho que aprendemos bastante sobre como ajustar os nossos processos para tirar o máximo partido disso. Há alguns pequenos aspetos positivos, mas é difícil vê-los. A paragem única que fizemos foi muito boa, na minha opinião, por isso temos de trabalhar a partir disso e tentar melhorar em todas as outras áreas.”

Com este resultado, a Aston Martin vê-se obrigada a reagir já na próxima prova, o Grande Prémio da Áustria, onde terá de demonstrar evolução e, sobretudo, fiabilidade, para contrariar a queda na tabela de Construtores e evitar que a pressão interna aumente. A equipa fica ainda mais dependente do talento de Alonso e da consistência de Stroll para inverter uma tendência preocupante. Os adeptos, especialmente os espanhóis, aguardam ansiosamente por uma resposta que devolva a esperança e justifique o apoio massivo, enquanto a Aston Martin tenta, nos bastidores, encontrar soluções técnicas urgentes para voltar a lutar pelos lugares pontuáveis. O próximo capítulo deste campeonato promete ser decisivo para o futuro imediato da formação britânica.

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