A McLaren voltou a sentir dificuldades em Silverstone, com Oscar Piastri a admitir que a falta de ritmo “fundamental” impediu a equipa de lutar pelos lugares cimeiros na qualificação para a Sprint do Grande Prémio da Grã-Bretanha. Lewis Hamilton garantiu a pole position para a Sprint, superando Kimi Antonelli por margens mínimas, enquanto Lando Norris e Piastri não foram além do sexto e sétimo lugares, respetivamente, a cerca de quatro décimos de segundo do tempo de Hamilton.
Na sessão de qualificação disputada esta sexta-feira em Silverstone, ficou evidente que a McLaren não conseguiu acompanhar o andamento das equipas líderes. Com um tempo final que os deixou fora do top-5, Norris e Piastri ficaram a cerca de 0,4s do melhor registo, algo que o próprio piloto australiano considerou dentro das expectativas para o fim de semana. “O sétimo lugar é mais ou menos aquilo que esperávamos”, referiu Oscar Piastri após a sessão, explicando que a equipa já antecipava não estar na luta pelo topo durante a qualificação para a Sprint. “Sabíamos que provavelmente não estaríamos na luta pela frente e, mesmo tendo feito algumas pequenas melhorias ao carro após os treinos, simplesmente não foi suficiente para fechar o fosso para os líderes”, acrescentou.
O contexto da McLaren nesta fase do campeonato é de constante perseguição ao trio de equipas que, em 2024, têm dominado a Fórmula 1: Mercedes, Ferrari e Red Bull. Silverstone, tradicionalmente favorável à equipa de Woking, voltou a trazer desafios inesperados. A diferença para a frente impediu qualquer aspiração realista a uma pole position ou sequer um lugar na segunda linha da grelha. Com o resultado desta sexta-feira, a McLaren vê-se obrigada a repensar a estratégia para o resto do fim de semana, sabendo que só poderá alterar a afinação do carro após a Sprint, em busca de uma performance mais sólida na qualificação para o Grande Prémio.
Piastri não escondeu a frustração, mas mostrou-se determinado em transformar as adversidades em motivação: “É uma pena, porque senti que extraímos tudo do carro, mas simplesmente não tivemos o andamento fundamental. Foi um dia complicado, mas não estamos desanimados. Ficámos relativamente próximos do grupo seguinte de carros, o que nos dá alguma base de trabalho”, afirmou o australiano. O piloto da McLaren sublinhou ainda a importância da análise detalhada dos dados recolhidos: “Vamos analisar tudo durante a noite, ver o que podemos optimizar e estar prontos para atacar na qualificação de amanhã antes da corrida principal no domingo.”
Andrea Stella, director da McLaren, reforçou esta linha, destacando o trabalho de equipa e a necessidade de encontrar soluções rápidas: “Sabemos que a concorrência está extremamente forte e cada décimo conta. O nosso foco será maximizar o potencial do carro nas próximas sessões e garantir que tiramos partido de qualquer oportunidade que surja.”
Com a Sprint a decorrer sem possibilidade de alterações significativas ao set-up, a McLaren aposta tudo numa abordagem agressiva para a qualificação de sábado, onde poderá finalmente introduzir as afinações necessárias. As implicações para o campeonato são claras: qualquer deslize poderá custar pontos preciosos na luta pelo terceiro lugar no Mundial de Construtores, onde a rivalidade com Mercedes e Ferrari se intensifica a cada fim de semana.
A próxima sessão de qualificação, agendada para sábado, será decisiva para as aspirações da equipa de Woking em Silverstone. Caso consigam corrigir o principal défice de ritmo, Piastri e Norris ainda poderão sonhar com uma recuperação que os coloque em posição de discutir um lugar no pódio na corrida de domingo. Até lá, a McLaren enfrenta a pressão de responder rapidamente, sob pena de ver as suas ambições para a temporada a esbaterem-se na pista britânica, onde tantas vezes brilhou no passado.
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