Lewis Hamilton promete renascer em 2026 e deixar o passado para trás

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Lewis Hamilton renasce em 2026: da sombra da crise ao pódio em Montreal com a energia da família

No mundo implacável da Fórmula 1, as promessas são fáceis, mas cumpri-las é outra história. Lewis Hamilton, depois de uma temporada 2025 turbulenta e marcada por dúvidas internas, chega a 2026 com uma determinação renovada, pronto para apagar os fantasmas do passado e mostrar a verdadeira força que sempre o caracterizou. O piloto britânico não esconde: “Eu meio que perdi de vista quem eu era. E essa pessoa já se foi. Não vão ver essa pessoa novamente.” Uma declaração que soa como um grito de renascimento depois de meses complicados ao serviço da Ferrari.

O ano passado não foi fácil para Hamilton. A sua estreia na equipa italiana ficou longe de ser um conto de fadas: poucas glórias, muita frustração, e a amarga sensação de estar a perder o controlo do seu próprio desempenho. O ponto mais baixo veio no Grande Prémio da Hungria, quando o piloto chegou a definir-se como “inútil” e sugeriu que, talvez, a Ferrari “precisasse de mudar de piloto”. Um momento de brutal honestidade, mas também um sinal claro de que o britânico estava a atravessar uma crise profunda.

A viragem em 2026 começou com mudanças significativas no seu círculo próximo e na estrutura da equipa. O relacionamento com o engenheiro Riccardo Adami, que já não fluía como antes, foi interrompido. Para alguém que trabalhou com o mesmo engenheiro durante uma década na Mercedes, esta foi uma mudança de peso. Hamilton iniciou a temporada sem um engenheiro fixo, mas rapidamente encontrou em Carlo Santi a nova arma para recuperar o ritmo e a confiança perdidos.

O Canadá foi o palco da confirmação de que Hamilton está a cumprir as suas promessas. Depois de um início de época com altos e baixos – com um bom arranque em Melbourne e o primeiro pódio pela Ferrari em Xangai –, o piloto enfrentou dificuldades no Japão e Miami, onde parecia que o espectro de 2025 regressava. Contudo, em Montreal, Hamilton apresentou uma das suas melhores performances, dominando o seu companheiro Charles Leclerc e conseguindo até ultrapassar Max Verstappen durante a corrida.

O segredo desta nova fase pode estar numa mudança de mentalidade e, curiosamente, numa alteração na preparação: Hamilton decidiu reduzir o uso do simulador. “Escolhi um set-up diferente este fim de semana, analisando os dados em conjunto com o meu engenheiro. Ele é absolutamente fantástico e estou a adorar trabalhar com ele,” explicou o piloto, destacando também o apoio incondicional do chefe de equipa Fred Vasseur, que tem sido fundamental para o seu conforto e performance.

Mas a verdadeira novidade para Hamilton em 2026 não está apenas na pista. É a presença da sua mãe, Carmen Larbalestier, que tem acompanhado o piloto em algumas corridas, trazendo-lhe uma energia nova e um suporte emocional inestimável. “Ela prometeu-me que este ano ia viajar comigo. Fizemos Xangai juntos e foi o melhor tempo que tivemos. Depois perguntou se podia vir a Montreal e eu disse ‘absolutamente’. Ela não trouxe ninguém, só queria passar tempo comigo. É a minha melhor amiga e estou muito grato por ela estar aqui,” revelou Hamilton, destacando o impacto positivo que esta ligação familiar tem no seu desempenho.

Em Montreal, a presença da mãe coincidiu com um dos melhores fins de semana de Lewis desde que chegou à Ferrari. O britânico não só dominou as qualificações como assegurou um segundo lugar histórico, o seu melhor resultado até agora com a equipa italiana. “Foi um fim de semana incrivelmente divertido. A cada volta senti que começávamos com a atitude certa e que o carro estava ótimo. Esta foi a minha primeira segunda posição com a Ferrari e tenho trabalhado muito para chegar aqui. Tive de cavar fundo para alcançar este ponto,” confessou, emocionado.

Apesar do sucesso, Hamilton mantém os pés no chão. Sabe que regressar ao topo não se faz com um único pódio, mas com consistência e trabalho árduo. Montreal é um sinal claro de que o piloto está a reencontrar o seu caminho, mas o verdadeiro teste será manter esta performance nos próximos Grandes Prémios, como em Mónaco, onde a pressão e a exigência são sempre elevadas.

Lewis Hamilton em 2026 não é apenas um piloto a tentar salvar uma temporada; é um homem que reencontrou a sua essência, apoiado pela família e por uma equipa que agora parece alinhada com os seus objetivos. O renascimento do heptacampeão está em marcha – e no circuito, ninguém quer perder esta nova versão do britânico que promete não ser mais aquela sombra de 2025. A temporada acaba de começar e Hamilton já está a mostrar que veio para ficar.

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