FIA marca audiência que pode alterar resultado do Grande Prémio do Mónaco

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A classificação do Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1 de 2026 está envolta em polémica e pode vir a ser alterada nos próximos dias, após a confirmação de uma audiência oficial por parte da FIA para rever as circunstâncias que afectaram directamente o resultado final. O francês Pierre Gasly, da Alpine, terminou a prova no terceiro lugar em pista, mas duas penalizações de cinco segundos, por excesso de velocidade na via das boxes, relegaram-no para a sétima posição — decisão agora contestada e a ser oficialmente reavaliada.

O desfecho da corrida no icónico circuito citadino do Mónaco, que integrou a oitava ronda do Campeonato Mundial de Fórmula 1, ficou marcado pelo caos e incerteza. Gasly cruzou a meta a apenas 9,2 segundos do vencedor, Charles Leclerc (Ferrari), que conquistou a vitória diante do seu público. No entanto, devido às penalizações aplicadas ao piloto francês, o pódio foi completado por Max Verstappen (Red Bull) e Lewis Hamilton (Mercedes), com Gasly a cair para a sétima posição, atrás de Lando Norris (McLaren), Carlos Sainz (Ferrari) e George Russell (Mercedes). Os tempos de volta mais rápidos pertenceram a Verstappen, que registou 1:13.210 na volta 67, mas sem influência directa no resultado final.

A decisão dos comissários de penalizar Gasly foi imediatamente contestada pela Alpine, que apresentou um protesto formal alegando inconsistências no sistema de registo de velocidade na via das boxes. A FIA respondeu agendando uma audiência de “direito a revisão” para quinta-feira, em Barcelona, às 13h locais, antecedendo o Grande Prémio de Espanha. Esta audiência poderá não só alterar a ordem de chegada, como também ter impacto directo nas contas do campeonato, onde cada ponto é crucial nesta fase renhida da temporada. Se a penalização for retirada ou reduzida, Gasly poderá recuperar o pódio e pontos importantes para a Alpine, que está a tentar recuperar terreno no mundial de construtores.

No final da corrida, Pierre Gasly mostrou-se frustrado com a decisão: “Acreditei sempre que tinha cumprido todos os limites na via das boxes. Receber duas penalizações num só Grande Prémio é difícil de aceitar, principalmente sabendo o que estava em jogo. Espero que a FIA reconsidere após analisar todos os dados.” O director desportivo da Alpine, Laurent Rossi, reforçou a posição da equipa: “Apresentámos provas claras de que o sistema pode ter falhado. Confiamos que a FIA dará atenção a todos os detalhes técnicos antes de tomar uma decisão final.” Já Toto Wolff, responsável máximo da Mercedes, abordou a possibilidade de alterações no pódio com cautela: “Estas situações fazem parte da Fórmula 1, mas é importante garantir justiça desportiva e transparência.”

A pressão aumenta sobre a FIA para garantir que a revisão seja célere e transparente, já que o resultado do Mónaco poderá influenciar directamente as estratégias de várias equipas para a próxima ronda do campeonato, em Barcelona. Leclerc lidera agora o Mundial com uma vantagem de 12 pontos sobre Verstappen, enquanto a Alpine procura consolidar-se como a quarta força do pelotão, dependendo do desfecho deste recurso. Se Gasly recuperar o pódio, poderá aproximar-se dos lugares cimeiros do campeonato de pilotos, enquanto a Alpine poderá ganhar posições no mundial de construtores.

A próxima prova, o Grande Prémio de Espanha, realiza-se já no próximo fim-de-semana no Circuito da Catalunha. Todas as atenções estarão voltadas para a decisão da FIA e para as repercussões que esta poderá ter na luta pelo título. Equipas e pilotos ajustam estratégias, conscientes de que a menor das decisões pode definir o campeão de 2026. O desfecho do protesto da Alpine promete manter a tensão elevada e o interesse máximo dos adeptos do automobilismo português e mundial.

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