Luke Browning estreia-se na Williams durante os treinos livres de espanha

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A Williams vai colocar Luke Browning ao volante do FW46 na primeira sessão de treinos livres do Grande Prémio de Espanha, dando ao jovem piloto britânico uma oportunidade crucial para mostrar o seu valor na Fórmula 1. Alex Albon cede assim o seu lugar ao reserva da equipa de Grove, que irá cumprir uma das quatro obrigações regulamentares de colocar um rookie em sessões de FP1 ao longo da época.

Browning, de 24 anos, vai participar na FP1 em Barcelona e já está confirmado para outra sessão semelhante no Grande Prémio da Áustria, onde substituirá Carlos Sainz. Este cumprimento das normas da FIA obriga cada equipa a dar tempo de pista a pilotos sem experiência significativa na Fórmula 1, com cada piloto titular a abdicar de duas sessões durante a temporada. No caso da Williams, ainda não foi revelado se Browning voltará a ser o escolhido nas restantes oportunidades ou se outro jovem piloto terá essa hipótese. Importa destacar que esta será a primeira vez que Browning conduz o monolugar com as novas regras técnicas introduzidas em 2024, após já ter participado em sessões de FP1 e testes de jovens pilotos em gerações anteriores do carro.

No contexto do campeonato, esta decisão insere-se num momento crucial para a Williams, que procura avaliar potenciais sucessores para a sua dupla de pilotos, especialmente perante as especulações sobre possíveis saídas de Albon ou de um eventual reforço com Sainz. Browning, que terminou em quarto lugar no campeonato de Fórmula 2 em 2023 e compete atualmente na Super Formula japonesa pela Kondo Racing, está a consolidar a sua preparação física e técnica para um futuro na Fórmula 1. A Super Formula é considerada um excelente campo de treino, estando apenas atrás da F2 e da própria F1 em termos de exigência e velocidade.

Em declarações feitas aos meios de comunicação antes do anúncio oficial, Browning revelou estar motivado e preparado para aproveitar esta oportunidade: “Obviamente, é importante para mim começar a mostrar rendimento nestes treinos livres. Não existe necessariamente pressão em relação aos tempos por volta, mas trata-se de mostrar que estou pronto para assumir um lugar caso seja necessário.” O jovem piloto sublinhou ainda: “Essa pressão não vem de cima, sou eu próprio que me coloco esse desafio. Quero pautar-me por um padrão elevado e garantir que estou preparado quando surgir a oportunidade.” Browning acrescentou: “Sinto-me preparado agora, fisicamente forte. A experiência na Super Formula foi excelente para reforçar a força do pescoço, e com os testes privados que tenho feito, sinto-me pronto para conduzir um Fórmula 1. Agora, resta saber se a oportunidade se concretiza.”

Sobre os desafios de entrar num carro completamente novo, Browning reconheceu: “A parte realmente entusiasmante é que é uma folha em branco. No ano passado, quando entrei num treino livre, era já o quinto ano daquele carro; havia muitos pilotos experientes e era muito difícil aproximar-me do nível deles. Agora, apesar de terem feito os testes de pré-época em Barcelona, a oportunidade para os rookies é mais interessante porque não precisamos de desaprender hábitos antigos, os pontos de travagem são novos para todos.” O britânico concluiu ainda: “É quase como um novo capítulo, ou desbloquear uma nova árvore de habilidades num videojogo!”

Questionado sobre a complexidade dos monolugares actuais e se alguma vez foi tão difícil para um rookie adaptar-se, Browning respondeu: “Provavelmente não, diria eu, mas agora temos o simulador, o que facilita. No passado, um estreante que viesse directamente da Fórmula 3 tinha muito menos preparação. Sinto que estou a par de tudo no simulador, não há nada que me falte em termos de conhecimento.” Para Browning, apesar das alterações à recuperação de energia terem reduzido alguma da complexidade, a curva de aprendizagem mantém-se íngreme, mas sente-se confortável com o desafio.

Sobre a sua preparação na Super Formula, Browning destacou a importância do contacto com diferentes filosofias de trabalho e contextos: “Aprendi muito no Japão. A filosofia lá é diferente, o piloto lidera mais o lado da engenharia, o que tem sido uma experiência nova para mim. Começo a aplicar o que tenho aprendido no simulador e com os testes em carros mais antigos, como o teste com o carro de 2025 em Budapeste e Monza. É evidente que é uma geração diferente, com pneus distintos, pelo que nem tudo se correlaciona.” O piloto rematou: “Tenho estado bastante ocupado! Entre o Super Formula em pistas japonesas desconhecidas, os testes em carros antigos da F1 em circuitos que já conheço, e agora aprender todo o lado energético dos F1 actuais em cada evento. Não me posso queixar de falta de trabalho!”

Com a Williams a apostar em Browning para duas sessões de treinos livres e o mercado de pilotos da Fórmula 1 a ferver, o futuro do britânico pode depender do impacto que conseguir causar nestas oportunidades. A próxima paragem será o Grande Prémio da Áustria, onde voltará a mostrar serviço, e a equipa irá certamente avaliar se o seu desempenho o coloca como forte candidato a um lugar a tempo inteiro, especialmente se surgirem vagas inesperadas. Para já, Luke Browning tem a chance de ouro para se afirmar e deixar uma marca num contexto de renovação e adaptação na Fórmula 1.

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