Adeptos criticam Mercedes por ignorar George Russell após Grande Prémio de Barcelona

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Lewis Hamilton voltou a saborear a glória ao conquistar a vitória no Grande Prémio de Espanha, mas a polémica instalou-se nos bastidores da Mercedes após a equipa ignorar por completo George Russell no seu rescaldo oficial da prova. O silêncio em torno do piloto britânico, que garantiu um sólido segundo lugar e o terceiro pódio desde a introdução dos novos regulamentos, deixou os adeptos em fúria e a questionar o tratamento dado ao seu piloto.

No Circuit de Barcelona-Catalunya, Hamilton cruzou a meta com uma vantagem de 19,7 segundos sobre Russell, selando assim a sua primeira vitória ao serviço da Ferrari e quebrando a série vitoriosa do jovem italiano Kimi Antonelli, que sofreu uma inesperada desistência a quatro voltas do fim devido a uma avaria eléctrica no seu Mercedes. Russell, que partiu da pole position, terminou em P2, à frente de Lando Norris (McLaren), completando um pódio totalmente britânico. O resultado significou o 100.º Grande Prémio de Russell com as cores da Mercedes, um marco assinalável no seu percurso na Fórmula 1.

A publicação da Mercedes nas redes sociais, nomeadamente no LinkedIn, não passou despercebida. No comunicado, a equipa destacou o feito de Hamilton – “Fantástico ver o nosso velho amigo Lewis Hamilton conquistar a sua primeira vitória de vermelho para os nossos mais antigos rivais, a Scuderia Ferrari HP” – e lamentou o abandono de Antonelli: “Estamos desapontados por outro problema de fiabilidade nos ter custado pontos valiosos com o Kimi, está claro que precisamos de reforçar esta área.” No entanto, em lado nenhum foi feito referência directa ao desempenho de Russell, relegando-o para as fotografias onde surge a celebrar no pódio, mas sem menção textual.

A omissão inflamou os adeptos de Russell, que rapidamente inundaram a caixa de comentários. “Não vejo justiça nesta abordagem. Espero que futuras publicações estejam mais equilibradas”, escreveu um seguidor indignado. Outro foi mais directo: “Desapontado por não haver menção ao vosso segundo piloto, é uma espécie de parabéns amargo.” Um terceiro destacou o marco atingido: “Parabéns ao Lewis pela vitória merecida. Dito isto, o George também esteve muito bem, assegurou o P2 no seu 100.º GP pela Mercedes. Seria de esperar reconhecimento.” Entre as críticas, houve quem relativizasse: “Começou em primeiro e terminou em segundo, não é propriamente positivo”, ao que outro respondeu: “Então porque mencionam o DNF do Kimi? Ignorar o piloto que sobe ao pódio na 100.ª corrida pela equipa é inacreditável.”

No contexto do campeonato, o abandono de Antonelli interrompeu uma série impressionante de cinco triunfos consecutivos e relançou a luta pelo título. O jovem italiano continua na frente da classificação de pilotos, mas vê agora a concorrência a aproximar-se, com Hamilton e Norris a capitalizarem pontos importantes e Russell, apesar de ter descido na geral desde a vitória na Austrália, a mostrar consistência. Para a Mercedes, a fiabilidade volta a ser motivo de preocupação, sobretudo perante o crescimento da Ferrari e da McLaren.

No rescaldo do fim de semana, Toto Wolff, chefe de equipa da Mercedes, reafirmou a determinação da estrutura: “Hoje provou que temos uma luta em mãos em ambos os campeonatos, mas como sempre vamos abraçar o desafio para voltar ao lugar mais alto do pódio.” Hamilton, por seu lado, celebrou o regresso às vitórias: “É incrível conquistar finalmente uma vitória com a Ferrari, especialmente aqui em Espanha. A equipa tem trabalhado incansavelmente.” Russell, ausente das declarações oficiais da Mercedes, comentou à imprensa internacional: “Foi um fim de semana positivo, senti-me competitivo e estou satisfeito pelo pódio. Espero que possamos continuar a melhorar.”

O próximo desafio será o Grande Prémio da Áustria, onde as equipas terão oportunidade para reagrupar e atacar de novo. A Mercedes parte pressionada, com questões internas por resolver e a necessidade de recuperar fiabilidade. O campeonato permanece em aberto, com Antonelli sob ameaça e Hamilton a provar que a experiência e o talento continuam a fazer a diferença. Para Russell, a ausência de reconhecimento público pode servir de motivação extra numa época em que cada ponto pode ser decisivo para o futuro da equipa.

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